Resenha: “Alucinadamente Feliz” de Jenny Lawson

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Título: Alucinadamente Feliz
Autor: Jenny Lawson
Editora: Intrínseca
Ano: 2016

Gosto de livros de comédia do mesmo jeito que gosto de fazer exercícios: acho laborioso começar, mas uma vez que passo dessa etapa, fica mais fácil. O último que lembro de ter lido foi “Selva de Gafanhotos”.

Esse livro me fez gargalhar no ônibus. Quando a Jenny narra uma visita à ginecologista ainda no começo do livro eu devo dizer que gritei de rir. E todos olharam pra mim. Jenny Lawson não está satisfeita em passar vergonha sozinha, ela quer que você passe também (e a sensação é estranhamente boa). Me lembrou muito o estilo do meu blog favorito: Improbabilidade Infinita.

É importante dizer que eu me identifiquei muito com a obra de Jenny. Ela me lembra muito uma amiga que adora contar histórias engraçadas só pra ver a minha reação (que geralmente é uma crise de riso sem fim), então esse provavelmente é mais uma razão para eu ter achado um livro tão hilário. Se você não tem a sorte de ter uma amiga louca e palhaça, Jenny Lawson pode preencher esse espaço perfeitamente.

Olha só que capa mais linda de “Alucinadamente Feliz” da Jenny Lawson! #book #bookstagram #furiouslyhappy

A post shared by GATILHO (@portalgatilho) on Jul 24, 2017 at 3:16pm PDT

 

Definitivamente entrou na minha lista de favoritos. Com certeza voltarei a ler outras vezes (e já estou querendo comprar o primeiro livro da autora, “Vamos Fazer de Conta que Isso Nunca Aconteceu”). Aceito presentes, desde que não seja uma sacola de plástico com gatos mortos dentro.

Meus destaques:

  • Ensaios aleatórios sobre coisas aleatórias: esse é o ponto principal do livro. Em um capítulo ela fala sobre rascunhos nas notas do celular, em outro sobre guaxinins empalhados, outro sobre vasos sanitários japoneses, em outro fala sobre coalas com clamídia. Sim.
  • Traz um debate sobre transtornos mentais de uma maneira inteligente. Sem pedantismo, ela é séria quando precisa e engraçada quando acha necessário. Se você tem algum dos transtornos citados por ela, com certeza vai se sentir compreendido.
  • Leve: acredito que por vir da internet (a autora é blogueira), os capítulos são bem curtos, com raras exceções. Li o livro inteiro em menos de uma semana (enquanto intercalava com Deuses Americanos, vale constar).
  • É realmente engraçado. Se você é como eu e tem uma tendência a histórias e piadas absurdas, vai amar esse livro.
  • Ilustrado: enquanto Jenny conta as histórias, mostra fotos e torna tudo ainda mais hilário. A imagem da piscina vazia me fez literalmente chorar de rir.
  • Muitas referências: Harry Potter, Keeping Up With The Kardashians, Hobbit, Saga Crepúsculo e muitas outras. Tudo misturado.
  • Acho que nunca coloquei tantos post-its em um livro. Se você gosta de marcar passagens, pode comprar que é garantia de citações incríveis.
  • O último capítulo e o epílogo. Talvez por eu estar em uma fase estranha da minha vida (em que o conceito de “fracasso” frequentemente vem à minha mente) esses capítulos foram muito importantes pra mim.

Vale a pena comprar? Sim! Como ela mesma pede, vou deixar aqui registrado que achei esse livro “revolucionário” e acho que você deveria comprar “uma dúzia de livros para todo mundo que você conhece”.

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Resenha: “Deuses Americanos” de Neil Gaiman

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Título: Deuses Americanos
Autor: Neil Gaiman
Editora: Conrad
Ano: 2011 (há uma nova edição publicada pela Íntrínseca recentemente)

Difícil.

Foi difícil terminar de ler este livro. Não sei nem por onde começar.

É fácil, existe um truque para aguentar, ou você descobre ou morre. (p. 346)

Comecei a ler este livro em março. Ou seja, passei quase seis meses lendo “Deuses Americanos”. Claro que li vários livros paralelamente a esse (pra fazer a boa e velha leitura de capítulos alternados).

Eu tinha uma boa ligação com o Neil Gaiman, confesso. Talvez por esse motivo eu tenha me forçado a continuar a leitura ao invés de simplesmente abandonar e ler, vocês sabem… Livros mais legais. Gaiman deu uma virada nas minhas leituras adolescentes quando devorei “Coisas Frágeis 1 e 2” (e, claro, obriguei todos os meus amigos da época a lerem). Eu também era apaixonado por “Stardust – O Mistério da Estrela” (assisti o filme e li o livro inúmeras vezes; inclusive, ainda assisto quando passa na Globo), que fique registrado. Não vou comentar “O Oceano no Fim do Caminho” pois achei decepcionante em vários aspectos.

Cansado. Foi assim que fiquei com a leitura desse livro. Capítulos enormes e cheios de enrolação davam a impressão que eu não estava andando na leitura. Achei que fosse ficar mais animado com o lançamento da série; infelizmente, apesar de ser belíssima, não ajudou muito nesse quesito.

Claro que o livro tem coisas boas, afinal é Neil Gaiman. O cara sabe descrever coisas espetaculares de uma maneira simples e ao mesmo tempo imersiva. O capítulo 15, em que Shadow fica preso a uma árvore, é um exemplo disso. Nos capítulos em que Gaiman escreve histórias fora do núcleo Shadow/Wednesday é possível ver como o livro é profundo e bom.

Meus destaques:

  • Como eu disse anteriormente, Neil Gaiman sabe descrever. Isso é uma faca de dois gumes, na prática. Pode ser muito imersivo ou muito cansativo.
  • O livro é uma viagem. Sério. Os personagens nunca ficam parados no mesmo lugar por muito tempo. É interessante conhecer coisas novas através de livros.
  • Reflexões. Sobre vida, morte, fé, velhice, hábitos modernos, relacionamentos, ética etc.
  • É uma novela. Muita coisa acontece. Muita. Muita. Acho que é humanamente impossível lembrar de tudo quando se chega no final do livro.
  • Com toda certeza as minhas partes preferidas de “Deuses Americanos” são os flashbacks ou cenas paralelas. Infelizmente não são muitas.
  • Shadow é um protagonista meio irritante. Só lendo pra saber.
  • O final é satisfatório. Não há nenhum plot twist chocante (o que eu esperava muio, juro), mas é ok. Descobrimos algumas coisas sobre Wednesday, mas nada demais.

Vale a pena comprar? Depende. Se você gosta de histórias longas, não apenas falando de tamanho de livro, mas também de uma trama extensa com inúmeras idas e vindas, pode comprar. Você vai gostar. Entretanto, se você é como eu e fica cansado com enrolações, é melhor ver outras dicas disponíveis aqui mesmo no blog. Assista a série.

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Resenha: “A Confraria dos Espadas” de Rubem Fonseca

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Título: A Confraria dos Espadas
Autor: Rubem Fonseca
Editora: Nova Fronteira
Ano: 2014 (primeira edição de 1998)

Nas resenhas do Gatilho, eu sempre começo com uma introdução especial que explica a minha relação com o autor ou com o livro (se houver). Acho que no caso do Rubem eu não preciso escrever muita coisa, vocês que acompanham o blog já sabem a minha opinião sobre ele. Li esse livro em março e boa parte dessa resenha estava nos arquivos do blog. Resolvi publicá-la agora.

Confraria é uma antologia de oito contos no melhor estilo do autor. Muitas pessoas, no Skoob, falam que é mais do mesmo, mas eu discordo. Na verdade, discordo completamente.

Todos os oito contos são bons, alguns deles são muito bons. Nas 144 páginas é possível achar muita criatividade na violência e nas situações de uma forma que foi praticamente impossível, pelo menos pra mim, parar de ler.

Meus destaques:

  • “Livre arbítrio”, “Anjo das Marquises”, “O Vendedor de Seguros”, “A Confraria dos Espadas” são de longe os melhores (e mais peculiares) contos do livro.
  • Diversos formatos compõem o livro: desde a prosa normal, outro apenas de diálogos e até um escrito como roteiro de teatro.
  • Inteligente. Como todos os livros do Rubem. Veja o conto “À maneira de Godard”.
  • Curto. Com apenas 144 páginas não dá tempo de enjoar.

Vale a pena comprar? Sou suspeito pra falar, mas SIM. Considero esse um ótimo livro de “transição” (aqueles livros/contos que “aliviam” sua cabeça depois de um romance normal).

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Resenha: “Guia Politicamente Incorreto da Economia Brasileira” de Leandro Narloch

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Título: Guia Politicamente Incorreto da Economia Brasileira
Autor: Leandro Narloch
Editora: Leya
Ano: 2015

Posso dizer que adquiri o gosto por livros de economia. Como vocês devem saber, escrevi recentemente uma resenha de “Crash” e foi ele que abriu a minha cabeça para o assunto. Ainda sob efeito do Kindle Unlimited, decidi ler o “Guia Politicamente Incorreto da Economia Brasileira” para tentar aprender mais algumas coisas (e devo dizer que funcionou).

Em diversas partes, achei o “Guia” muito parecido com “Crash”. Principalmente no que diz respeito ao tipo de linguagem utilizada e ao formato informal de ensinar. Isso é uma coisa boa, claro.

É um daqueles livros que você faz dezenas de marcações, o que significa que tem várias passagens interessantes.

Meus destaques:

  • Linguagem acessível e leitura rápida. Se vocês souberem de mais livros sobre economia com esse formato, aceito indicações.
  • Conceitos são dissecados: coisas como “esforço”, “recompensa” e “produtividade” (p. 2021) ficam muito mais claros quando observados de um ponto de vista liberal.
  • Assuntos polêmicos: No livro, são discutidos diversos assuntos polêmicos como a relação de demografia X desigualdade, programas assistenciais, (a irrelevância) dos sindicatos, rent-seeking, “bolsas menos divulgadas” e, claro, privatização. Veja respectivamente nas posições 735, 1066, 2114, 777, 857 e 2475.

Imagine uma pessoa que quebra as suas pernas e logo depois dá a você um par de muletas, dizendo “veja, se não fosse por mim, você não seria capaz de andar”. É mais ou menos assim a ação do Estado brasileiro na pobreza e na desigualdade. Ele concede privilégios a grandes empresários, mantém aposentadorias milionárias, torna os produtos do supermercado mais caros para os pobres e obriga todo trabalhador a investir numa conta que reajusta menos que a inflação. Depois, como se nada tivesse acontecido, se diz muito preocupado com os pobres, e anuncia um programa de transferência de renda para reduzir a miséria e a desigualdade que ele próprio criou. (posição 956)

  • Livre mercado: Quando o autor discorre sobre a relação entre a clandestinidade e o livre mercado, vemos exemplos práticos de regulações equivocadas e doentias por parte do governo. Temos uma aula simplificada sobre oferta e demanda.

O mercado negro é uma forma de se livrar dos controles do governo”, dizia o economista Milton Friedman. “É claro que seria bom se todos obedecessem à lei. O fato de o mercado negro desobedecer à lei é um ponto contra ele. Mas isso só acontece porque existem leis ruins. (posição 1295).

  • “A economia lida com pessoas reais.” Ponto.

Vale a pena comprar? Sim. É mais um livro de leitura necessária, útil para entender o turbilhão de informações em que estamos inseridos. Dei 4 estrelas pois, se alguém me perguntasse qual deveria escolher, entre “Crash” e esse, ainda escolheria o primeiro. De qualquer forma, livros como esse são muito importantes. Sem academicismos, fica um pouquinho mais fácil entender o mundo.

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Resenha: “O Sorriso da Hiena” de Gustavo Ávila

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Título: O Sorriso da Hiena
Autor: Gustavo Ávila
Editora: Verus Editora
Ano: 2017

Tenho o hábito de indicar livros para os meus amigos. Às vezes não apenas indico, como forço a leitura deles. Outras vezes, eu não indico mas acabo citando passagens interessantes do livro sem perceber (para mim, é o melhor tipo de indicação).

Acho que nas últimas semanas eu estive sendo aquele amigo que não vira o disco. E o responsável por isso é Gustavo Ávila e “O Sorriso da Hiena”.

Esse foi um dos poucos casos em que conheci o autor primeiro e depois a sua obra. Em seu site e redes sociais, descobri e acompanhei a sua (bem sucedida) saga para autopublicar o livro. o consequente contrato com a Verus Editora e também a compra dos direitos pela TV Globo. Sobre essa última parte eu fiquei especialmente animado, comentarei o motivo a seguir. Recomendo que você escute essa entrevista do autor no Livrocast enquanto lê esta resenha.

Abaixo, estão algumas observações que pude fazer durante a leitura:

  • É como assistir à uma série, com direito a cliffhangers, passagens de tempo e flashbacks muito interessantes. Por esse motivo eu fiquei animado com a compra dos direitos, afinal, se eles adaptarem vai ser uma série muito legal. As cenas (principalmente as de violência) são muito bem descritas.
  • Leitura rápida. E viciante.
  • Entretenimento com E maiúsculo. (E é importante que vocês saibam que eu não perco tempo lendo livros chatos. Ponto.)
  • Personagens complexos. Os três protagonistas (David, William e Artur) tem profundidade, inseguranças, forças e particularidades interessantes.
  • Inúmeras passagens boas. Meu livro tá cheio de post-its.
  • Mais que um livro policial. Os dilemas morais que o livro propoem te deixarão pensativo o tempo todo. O William é o personagem que mais lida com esses dilemas. No capítulo 12 ele faz uma coisa que, juro, eu não esperava.
  • Loucura. Depois de começar este livro, você corre o sério risco de se transformar no meme da Nazaré confusa porque não dá pra confiar em nada nem ninguém.
  • Provável continuação. O Gustavo diz no podcast que linkei acima que vai ter uma sequência e apesar da minha clara preferência por histórias fechadas, eu preciso de uma sequência para essa história. E a razão disso é…
  • … O FINAL. E que final, p* que pariu. Trezentos plot twists em menos de vinte páginas.

Vale a pena comprar? Só digo uma coisa: sim, vale. Aqui está o link para adquirir por um preço realmente justo na Amazon. E não esqueça de divulgar para os seus amigos e divulgar a literatura nacional. Conta pra gente o que achou, tá?

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Resenha: “Crash – Uma Breve História da Economia” de Alexandre Versignassi

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Título: Crash – Uma Breve História da Economia
Autor: Alexandre Versignassi
Editora: Leya
Ano: 2015 (primeira edição de 2011)

Não lembro a última vez que li um livro sobre economia. Nem sequer lembro se alguma vez li algum livro sobre Economia. De uma forma ou de outra, a melhor decisão que tomei esse ano foi dar uma chance a “Crash” de Alexandre Versignassi. Isso se deu, claro, à minha excelente aquisição: Kindle Unlimited (se você acha Netflix legal, imagine só ter uma Netflix de livros).

Depois que abandonei “Uma Vida Pequena” (nem vou começar a falar sobre isso; muitas expectativas frustradas), eu queria fugir de dramas. Nada melhor do que ler algo mais real, certo? Certíssimo.

É importante dizer que esse livro é simplesmente perfeito para todos aqueles que, como eu, não sabem quase nada sobre o assunto.

Meus destaques:

  • Recebeu atualização: o livro foi publicado pela primeira vez em 2011, mas recebeu uma atualização em 2015. Ou seja, não é tão datado assim. Pra quem tem Kindle é ainda melhor, nesse caso.
  • Linguagem fácil: Acredito que por ser um diretor de redação da Super, Versignassi é bem humorado quando fala de coisas sérias. Isso ajuda a tornar Economia algo mais… tragável. Na posição 3155 o autor explica sobre neuroeconomia e utiliza nomes de duplas sertanejas para ilustrar. Sim. (Mais exemplos em 138, 383, 1138 e 3053);
  • Histórias interessantes: o autor faz mais do que falar sobre Economia. Ele é um contador de histórias interessantes, como a que abre o livro (uma história sobre o mercado de flores na Holanda). Assim como Esopo, sempre fica uma moral no final. Ou não.
  • Curiosidades aleatórias (?): quando você menos espera, o autor surge com uma exemplificação muito abstrata mas extremamente interessante. Isso dá inúmeros fôlegos na leitura. (Exemplos em: 1286, 1982, 2154 e 3068).
  • Ordem cronológica: Versignassi segue a ordem cronológica da história da Economia mundial, então isso torna o entendimento ainda mais claro.
  • Utilidade: quando o autor disserta sobre impostos, livre mercado, inflação, investimentos, bolsa de valores, títulos públicos e várias outras coisas é fácil ter uma noção desses conceitos. Tudo parece tão difícil para quem não entende, mas quando ele esmiúça o assunto, tudo fica tão simples.

Vale a pena comprar? Claro que sim! É um livro relativamente barato e que, acredite, você vai se sentir bem informado depois de ler (ou devorar, como eu fiz). Vale a pena ter na estante, seja do Kindle ou física.

Caso queira comprar o e-book (ou o livro impresso), clique AQUI. Comprando nesse link, uma comissão vem para este que vos fala. Aproveite a leitura e depois comente aqui o que você achou 🙂

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Resenha: “Encruzilhada” de Lúcio Manfredi

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Título: Encruzilhada
Autor: Lúcio Manfredi
Editora: Editora Draco
Ano: 2015

É no mínimo complicado fazer uma resenha de “Encruzilhada” sem soltar algum spoiler. Se eu não tivesse recebido um desses quando procurei resenhas, provavelmente teria tido uma experiência ainda melhor.

Recebi este ebook da Editora Draco (parceira do GATILHO) para análise e aqui vamos nós.

“Encruzilhada” é um daqueles livros que você não consegue soltar com facilidade. Eu andava bem relapso quanto às minhas leituras (tanto que achei que não fosse conseguir entregar a resenha no prazo), mas a obra de Manfredi me segurou, tentei escapar: não consegui.

Viciante. Confuso. Inteligente. Essas três palavras definem o que eu pensava durante a leitura. Não conhecia o autor Lúcio Manfredi, mas me encantei pelo estilo não-linear que, confesso, me deixava até um pouco tonto.

O livro é dividido em quatro partes, com uma infinidade de capítulos (mais de 40, pelo que me lembro). Eu amei esse formato pois, além de não deixar a leitura cansativa (cof, cof, Deuses Americanos) permitiu que o autor fizesse muitas mudanças inteligentes de tempo e narrador.

Por ser um livro pequeno (a versão impressa tem apenas 169 páginas), tive a boa impressão de que não tinha encheção de linguiça. Gosto de livros práticos, esse é um ótimo exemplo disso. Mesmo estando muito ocupado com trabalho, Exprom (evento de publicidade) e TCC, consegui terminar em nove dias.

Meus destaques:

  • Ambientação: a coisa que mais me marcou nesse livro foi a incrível capacidade de Manfredi descrever lugares. Desde a casa que a história se passa, até as ruas e bairros. Dica de exercício: enquanto lê, entre no Google Street View e passeie pelas ruas citadas pelo autor; eu, que nunca fui ao Rio, tive uma experiência bem imersiva ao fazer isso. Há, inclusive, uma sequência de ação (perseguição) após a posição 300 (Kindle) muito interessante.
  • Linguagem cinematográfica: um pensamento me acompanhou desde o começo da leitura: esse livro podia ser uma puta série de TV (não coincidentemente, Manfredi é roteirista). Destaque para posições 457 e 617.
  • Referências: ele fala de ciência, ficção, filosofia, música e até cita Jô Soares. Destaque para posições 653, 1046 e 1061.
  • Descrições geniais: aqueles trechos que você lê, relê e lê de novo só pra ter ter o prazer de ler um texto inteligente. Exemplos nas posições 970, 1162 e 1531 (esse é um capítulo metalinguístico DELICIOSO de ler).
  • Posição 1919: esse capítulo é extremamente criativo e ainda tem um plot twist.

Vale a pena comprar? ABSOLUTAMENTE SIM! Se você gosta de histórias interessantes, diferentes, com violência e com um “quê” de ficção científica, esse livro é pra você.

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