Resenha: “O Culto” de D. A. Potens

 

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Título: O Culto
Autor: D. A. Potens
Editora: publicação independente
Ano: 2017

Gosto de ler obras de autores independentes. Gosto de poder falar sobre o que autores (geralmente desconhecidos) como eu tem para mostrar. Há muita coisa acontecendo fora da bolha das grandes editoras e acho que isso merece ser divulgado.

Recentemente, tuitei o seguinte:

 

Já temos alguns livros independentes na fila de resenhas. Agora é só esperar.

Sobre D. A. Potens: ele é um autor muito presente nas redes sociais e já tem diversos materiais auto-publicados. A divulgação que ele está fazendo pra obra dele é algo que eu jamais pensaria em desenvolver pras minhas Historinhas.

Recebi a obra antes do lançamento, portanto, essa resenha é em primeiríssima mão.

Se você ainda não o conhece, agora é a hora. Conheça “O Culto”.

Meus destaques:

  • Descrição explícita de violência. É um slasher movie só que em formato de livro. Inclusive essa é uma referência citada no prefácio. Me identifiquei particularmente com esse tópico pois meu estilo de escrita é bastante parecido.
  • A trama consiste em uma série de sonhos do narrador. Isso permite que a história siga uma cronologia diferente.
  • É um livro de horror. Não comece a ler se você não gosta deste gênero. O medo e a brutalidade vão te perseguir da primeira página até a última.
  • É um daqueles livros que você acaba o capítulo e começa a ler o outro imediatamente. Sem sequer perceber. E isso é muito bom.
  • Li o livro em poucas horas, isso demonstra que a escrita flui.
  • É um livro doido. Sério. Fora da casinha.
  • A ambientação é um dos grandes destaques da obra. Potens consegue te fazer viajar sem sair do lugar.
  • Algo que me incomodou é que nenhum dos personagens me causou simpatia. É fácil detestar todos. Tudo bem eles serem personagens odiosos, mas é possível fazer gostar de personagens odiosos.
  • Aparentemente o livro terá uma continuação. Se você gosta de acompanhar séries: vai fundo.

Você pode ler o primeiro capítulo NESTE LINK e fazer a compra do livro na pré-venda NESTE LINK (o autor promete uma edição autografada por ele e pela cabra, com frete incluso e marca-páginas).

No dia 01/11 o e-book estará disponível para venda na Amazon.

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Resenha: “O Fantasma de Canterville” de Oscar Wilde

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Título: O Fantasma de Canterville
Autor: Oscar Wilde
Editora: Sicidea
Ano: 2011

Comecei a ler esse livro em uma lista de livros curtos para ler em um dia. Já começou errado pois acabei arrastando a leitura por uns 3 dias no mínimo.

Minha experiência com Oscar Wilde não é muito ampla. Quando eu estava na escola li uma edição de “O Retrato de Dorian Gray” que achei na biblioteca. Lembro que gostei muito, principalmente do filme de 2009 (dir. Oliver Parker).

Por esses motivos, achei que fosse gostar de “O Fantasma de Canterville”. Estava um pouco enganado.

Meus destaques:

  • A crítica à sociedade inglesa (e suas crendices) e aos americanos (pelo materialismo e infinitos produtos milagrosos) são para mim as únicas coisas positivas que extraio dessa obra.
  • Existe a possibilidade de eu não ter gostado dessa história por causa da tradução. Imagino que a da Leya (ou até a da L&PM) seja melhor, mas não vou ler de novo para ter certeza. Uma vez foi mais do que o suficiente.
  • Não consegui entender a razão pela qual as pessoas falam que tiveram pena do fantasma ou que se identificaram com ele… Achei o personagem chato. E não era um chato legal, era só chato mesmo.
  • Até entendo os motivos para gostar desse livro. É uma leitura simples que não dispendia muito esforço e acho que, em um livro bem editado, com ilustrações legais, deva ser uma experiência legal. Não foi o que aconteceu comigo, no caso.

Vale a pena comprar? Não. Minha dica pessoal é: se você quer começar a ler Oscar Wilde, providencie uma edição de “O Retrato de Dorian Gray”. E assista ao filme também. Bem melhor.

Clique aqui para ver opções de Kindles.

Leia “Historinhas #3”

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“Historinhas” é uma antologia de pequenas histórias sobre situações, pessoas e sentimentos. São textos com tendências obscuras, violentas e angustiantes. A intenção é fazer o leitor se imaginar naquela situação e refletir como seria a sua reação pessoal com aquilo. “Historinhas” é algo que deve ser engolido devagar para evitar indigestões.

No terceiro volume temos mais dez capítulos. Cada capítulo, uma historinha.

Clique aqui para ler!

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Ouça a playlist oficial em: http://bit.ly/HistorinhasSpotify

 

Resenha: “O Grande Gatsby” de F. Scott Fitzgerald

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Título: O Grande Gatsby
Autor:
 F. Scott Fitzgerald
Editora: Leya
Ano: 2013

Mais uma vez fui influenciado a ler uma obra por dica do canal “Ler Antes de Morrer”. Devo comentar que eu já era obcecado pelo filme e pela trilha sonora lá em 2013 (assisti algumas várias vezes no cinema e várias outras no conforto de minha casa).

Lembro que surtei muito no Twitter quando o filme de Baz Luhrmann levou os (merecidíssimos) Oscars de “Melhor Figurino” e “Melhor Direção de Arte”. Por esses motivos, não foi um sacrifício começar a leitura e entrar no clima do livro.

Recomendo que você, antes de ler, procure na internet algumas referências de roupas e arquitetura dessa época. Se você não se importa com spoilers, veja o filme.

Meus destaques:

  • Não é um clássico à toa: a obra mistura com maestria uma narrativa fácil com um lirismo não-pretensioso.
  • História viciante: é difícil largar “O Grande Gatsby” antes de terminar o capítulo.
  • Personagens: poucos e memoráveis personagens fazem com que a trama nunca fique parada. Jay Gatsby é um dos personagens mais profundos que tive o prazer de ler.
  • Diálogos: Nick Carraway, o narrador, constantemente conduz conversas interessantes com os outros convidados. Por vezes ele observa e comenta com sutil ironia.
  • “(…) Gosto de grandes festas. São tão íntimas. Em festas pequenas não há nenhuma privacidade.” (p. 52)
  • Final realista: é bem fácil fazer um paralelo contemporâneo com a quantidade de amigos que temos em redes sociais e a verdadeira quantidade que temos na realidade.
  • Boa edição da Leya: o livro é leve, com páginas e tipografia confortáveis. Tem muitas (e por vezes desnecessárias) notas que podem te ajudar a entender melhor as referências do autor.

Vale a pena comprar? Sim! A leitura de “O Grande Gatsby” é gostosa. Apesar dos pesares, dá vontade de ter vivido as incríveis festas dadas pelo Jay. É um daqueles clássicos que facilmente seriam best-sellers nos dias atuais.

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Resenha: “E Não Sobrou Nenhum” de Agatha Christie

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4-estrelas

Título: E Não Sobrou Nenhum
Autor: Agatha Christie
Editora: Globo Livros
Ano: 2014

Lembro que há alguns anos comprei um box de livros da Agatha Christie da editora Nova Fronteira. A edição era ruim, de papel branco e daquelas brochuras que estalam quando abrimos. Por esses motivos, dos três livros, li apenas “Assassinato do Expresso do Oriente” e passei o box adiante. Lembro que não gostei tanto assim, talvez por causa da experiência de leitura.

Por esses motivos, tive certa resistência em começar a ler “E Não Sobrou Nenhum”. O motivo principal para eu ter decidido dar uma nova chance à obra de Agatha Christie foi este excelente (e persuasivo) vídeo da Isabella Lubrano do canal Ler Antes de Morrer.

Meus destaques:

  • A trama é diferente do clássico “detetive investiga quem é o assassino”. Nesse caso não existe um detetive. O livro tenta instigar a curiosidade do leitor fazendo-o investigar por si mesmo.
  • Personagens com histórias e personalidades bem definidas: a maioria dos personagens tem um background relevante e que não necessariamente é revelado de cara. É interessante ir conhecendo os personagens aos poucos.
  • Não há personagens (pelo menos pra mim) que causem simpatia. Isto é um ponto muito importante para o desenvolvimento da história.
  • Boa tradução da Globo Livros: apesar de manter certo grau de dificuldade (pela época e contexto que o livro foi escrito), o texto é bastante compreensível. Não precisei fazer mais do que duas ou três buscas no dicionário do Kindle.
  • Claustrofóbico e confuso: até o último capítulo é praticamente impossível saber a identidade do assassino ou se sequer existe um assassino.
  • Leitura rápida: como cheguei a comentar no Twitter, em poucas horas li 40% do livro.

Vale a pena comprar? Sim. É uma história que te faz querer ler o próximo capítulo e não parar mais. Isso já é o suficiente para tornar uma história de mistério boa e divertida.

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Resenha: “Buracos Negros” de Stephen Hawking

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3-estrelas

Título: Buracos Negros
Autor: Stephen Hawking
Editora: Intrínseca
Ano: 2017

Eu adoro esse tipo de leitura em que viajo em coisas científicas. Eu realmente adoro. Principalmente coisas relativas ao espaço.

Apesar dessas teorias serem provadas e refutadas constantemente com inúmeros cálculos, algo extremamente interessante para mim é imaginar esses conceitos. Sinto como se minha mente expandisse um pouco sempre que leio e assisto coisas desse assunto. Uma das séries que mais me marcou exatamente por esse motivo foi “Cosmos – a Spacetime Odissey”, narrada e apresentada pelo incrível Neil deGrasse Tyson.

Por essas razões, decidi dar uma chance para “Buracos Negros”. Esta resenha provavelmente será tão curta quanto a leitura do livro foi.

Meus destaques:

  • Pouquíssimas páginas: o livro é uma adaptação de uma série de palestras da BBC Reith Lectures. Eram palestras curtas, por esse motivo o livro tem poucas páginas. 64 na versão impressa, para ser mais exato.
  • Ilustrado com imagens úteis (apesar de bem humoradas). Tem referências desde Shakespeare, passando por Interestelar até Breaking Bad e ajudam a entender conceitos como singularidade, horizonte de eventos e dimensões.
  • Bem humorado: o humor de Hawking (e do Shukman) é inteligente e merece ser destacado. A frase final do livro é muito interessante.
  • Feito para amadores: Hawking já é conhecido pelos comentários e textos acessíveis para pessoas leigas. Trazendo conceitos complicados como os que já citei anteriormente, ele consegue explicar tudo de maneira compreensível.
  • Deixa mais perguntas que respostas: algo que me incomodou (o que não é necessariamente algo ruim) é a ausência de respostas e
  • As notas de David Shukman, editor de ciências da BBC caem muito bem como um complemento ao texto de Hawking e têm explicações simples que tornam o livro ainda mais acessível.

Vale a pena comprar? Depende. É um livro curto que traz alguns conceitos relativos ao título. Não espere grandes explicações e respostas sobre o universo. Entretanto, se você gosta de refletir sobre o universo e as possibilidades infinitas que existem (ou não) e no que elas podem influenciar, pode ler. É rapidinho e é divertido.

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Resenha: “Histórias Extraordinárias” de Edgar Allan Poe

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4-estrelas

Título: Histórias Extraordinárias
Autor: Edgar Allan Poe
Editora: Nova Fronteira (Saraiva de Bolso)
Ano: 2016

“Histórias Extraordinárias” foi mais um exemplo de livros que me pegaram de surpresa. Claro que eu já conhecia o Edgar Allan Poe pois eu costumava ler alguns de seus contos na internet (como “O Gato Preto” e “O Crime da Rua Morgue”) ainda na adolescência. Entretanto, por algum motivo que desconheço, apenas recentemente comprei esse livro (achei o preço razoável e vocês devem saber que eu gosto das edições de bolso da Saraiva).

Tenho também no meu Kindle uma compilação da obra completa do Poe em inglês. Não sei quando lerei, mas será em breve.

Meus destaques:

  • Quebra de quarta parede: a primeira coisa que percebi, sem dúvidas alguma, foi essa interação do autor com o leitor. Para entender ainda melhor: é como se fosse um amigo problemático escrevendo uma carta e te contando histórias.
  • Tradutora exemplar: uma das coisas que me convenceu a comprar essa edição foi a tradução de Clarice Lispector. É possível enxergar o estilo dela nos textos. Tornou a experiência ainda melhor e mais sombria.
  • Boa seleção: o livro tem 18 contos e menos de 140 páginas. A qualidade das histórias juntamente com a rapidez da leitura tornam esse livro muito bom.
  • Meus favoritos: “O gato preto”, “A máscara da morte rubra”, “O caso do Valdemar”, “Enterro prematuro”, “Os crimes da rua Morgue”, “A queda da Casa de Usher”, “Os dentes de Berenice”, “William Wilson”, “O coração denunciador”, “O Diabo no campanário”, “O barril de Amontillado” e “Metzengerstein”. Ou seja, poucos ficaram de fora.

Vale a pena comprar? Vale! Se você tem vontade de começar ler Edgar Allan Poe, apenas comece. A leitura é simples e aterrorizante. A edição da Saraiva também é muito boa.

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