Sob nova direção

O GATILHO acaba de se renovar.

Estamos com um novo link, uma nova cara e uma nova proposta.

Várias novidades serão implantadas durante o próximo ano. É só esperar pra ver 😀

Agora teremos, integrado ao portal, o meu blog “Deus Me Livre de Ser Cult” que conta com resenhas e opiniões. Você que é autor iniciante e publicou seus materiais recentemente, pode mandar sua obra para o GATILHO para ser resenhada e divulgada nas nossas mídias. É uma forcinha extra pra você que, assim como eu, tá precisando de divulgação dos seus livros/contos.

Nas próximas semanas os posts do “Deus Me Livre de Ser Cult” serão repostados aqui no GATILHO.

Teremos também a GATILHO STORE, uma loja afiliada com a Amazon com os produtos que nós resenhamos e gostamos. Os lucros serão revertidos para a compra de um domínio e para o desenvolvimento/lançamento do meu primeiro livro.

Estou precisando de colaboradores. Caso queira fazer parte da equipe, fala comigo na página do GATILHO no Facebook.

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A publicidade infantil e a incoerência de “Consuming Kids” (2008)

 

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Reprodução: Filmow

Partimos da preposição de que o mercado capitalista, através da publicidade, vende além dos produtos um estilo de vida. Preenchem as mentes de nossas crianças de desejos consumistas e as enchem de vontades supérfluas. O capitalismo, então, tende a manipular as vontades e instigar um espirito consumista desde nossas infâncias. O documentário (Consuming Kids: The Commercialization of Childhood, de 2008) em questão nos traz exemplos de como as propagandas carregam a ideia de que consumir nos torna de alguma forma melhores. Nos apresentando um mundo Admirável, tal qual o que Huxley uma vez propôs, onde crianças são cotidianamente hipnotizadas e condicionadas a determinado meio de agir, comer e falar.

Marx nos aponta que as mercadorias acabam escondendo as relações de formação/trabalho que as envolve, nos tornando possível que apenas observemos aquilo que de fato é tangível e pronto. As relações que se envolvem se demonstram ocultas e tudo que podemos de fato ver, é a mercadoria final. Isso causa um efeito, de “coisificação” nas pessoas.

De maneira prática, podemos dizer que acabamos por não perceber que estamos sendo submersos em medidas de coerção para compras. Não vemos o trabalho inserido nos produtos e não vemos que além de tudo, por trás daquele caminhão de brinquedo há toda uma indústria e trabalho humano. Somos feitos de relações humanas e não de ligações que realizamos aos produtos finais.

O documentário se carrega de argumentos que demonstram a maneira como as crianças estão sendo “coisificadas”, se tornando consumistas e dependentes das indústrias. E que elas são alvo fácil da indução de compras do capital.

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Imagem: Thinkstock

Justamente levando em consideração o próprio documentário que tem como centro a comercialização de ideias, vou sugerir uma nova observação, para que se olhe com mais clareza aquilo que o documentário propõe. O documentário é uma critica da venda de ideias (venda de determinado estilo de vida) e apresenta isso através de uma outra forma de, veja só, vendas de ideias. O documentário é uma arma que te vende uma ideia de uma maneira que chega a ser desonesta. Quando se trata do reflexo do consumismo no status e vida social, concordo com o fato de que estes estejam de alguma forma interligados, porém, me incomoda a maneira como os diretores viraram as câmeras para realizarem as devidas criticas à TV, aos shows, aos personagens e a maneira como a própria televisão idealiza o consumismo através de personagens “populares” que de alguma forma sejam “cool”: os personagens que aparecem no documentário são caricaturas de padrões de vida que ninguém deve ser, quando não retratados os vilões dos filmes, o documentário mostra personagens que são constantemente abordados em seus próprios show como fúteis, vazios e frequentemente “burros”. Dos shows apresentados que muitas vezes, quando chegam ao seu fim trazem uma moral da história que ser rico, popular e ter o tênis do momento nem sempre é o melhor ou mais correto. (aqui se inseriria a seguinte análise: se ter o tênis mais caro, não é de fato aquilo que importa, estaria a publicidade e o capitalismo se autosabotando? Afinal podemos recolher uma série de “o essencial é invisível aos olhos” em torno de todas as programações da TV infantil)

Crianças não são responsáveis por si mesmas. São ingênuas, frágeis e alvos fáceis para influências. Isso é um fato. E é onde os diretores e produtores do documentários se apoiam para demonstrar como as crianças são massas de manobras através de publicidade – que são manobradas de maneira muito mais fácil em comparação aos adultos. Mas esquecem de pautar que apesar de serem pequenos homens e mulheres irresponsáveis, eles não estão jogados ao mundo sozinhos e livres para decidirem como irão almoçar, como irão ver TV, jogar videogame ou até mesmo onde irão estudar, isso é tarefa dos PAIS. Tudo isso parte da decisão que os pais têm pela educação dos filhos. Se um pai não quer que um filho coma muito açúcar, não vai ser o Bob Esponja, a Dora Aventureira ou o Mickey Mouse que vai desfazer o que foi dito.

comprar-brinquedos-imagem-5Pais limitam o acesso de crianças à publicidade, eles são os únicos que devem ser responsabilizados por problemas de obesidade ou de extremo consumismo. Isso não é problema do governo. Não é necessário que exista uma lei que limite o alcance da publicidade infantil quando se existem seres supremos na vida das crianças que decidem aquilo que é certo ou errado e aquilo que deve ou não influenciar na vida de uma criança.

A educação e a maneira que uma criança vai viver é de responsabilidade exclusiva dos parentes. Se eu me incomodo com a maneira que uma escola rege suas regras e a escola não vai mudar a maneira como as rege, por que eu não tiro o meu filho dessa escola? Todas as escolas são iguais? Não, e muitas vezes as propagandas em escolas são usadas para um arrendamento extra que não precisa ser repassado, por conta do aumento de custos, à mensalidade dos alunos. Se eu trabalho e meu filho passa o dia com outras pessoas, eu não posso deixar regras pré-estabelecidas do que é ou do que não é permitido ao meu filho fazer?

tatuagem-imagem-3-15Há também uma abordagem a cerca das doenças que nunca estiveram tão altas como hoje em dia, quanto ao increasing dos distúrbios mentais, é difícil crer que ele tenha sido estimulado pela TV, pela publicidade ou pelo próprio capitalismo. A ideia de que as pessoas amadureceram o suficiente para reconhecerem que distúrbios mentais são sim doenças e que devem ser tratadas como tal, que não são frescuras ou besteiras inventadas e que muitas vezes necessitam inclusive de medicamentos que sejam efetivos para tal é de certa maneira, muito melhor apresentável.

No mais, o documentário é bastante apelativo e faz ligações que muitas vezes não existem para provar o ponto em que eles querem chegar: de que o governo precisa intervir e se tornar cada vez mais paterno e extensivo, decidindo até mesmo o tipo de educação e alimentação que nossas crianças devem receber (sem falar no afronte que esta limitação faria ao direito à liberdade de expressão).

Cinco filmes para comemorar os 120 anos do Cinema

No finalzinho de dezembro de 1895, no Grand Café, no Boulevard des Capucines, em Paris, os Irmãos Lumiére iniciaram uma arte que, para eles, era “sem futuro”. Hoje, 120 anos depois, entendemos a importância do cinema para a cultura mundial e também para o mercado.

Considero, pessoalmente, o cinema uma arte para todos. Infinitos nichos com infinitas obras para ninguém ficar sem o que assistir. Seja indo ao cinema ou assistindo no Netflix pelo smartphone, os filmes hoje e sempre serão parte do nosso dia a dia e tendem a estar cada vez mais presentes (tanto em referência como a obra em si) nas nossas vidas.

Preparei essa seleção dos meus cinco filmes favoritos para entender o cinema e amá-lo ainda mais com todas as suas particularidades.

A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, no original)


“Hugo é um garoto de 12 anos que vive em uma estação de trem em Paris no começo do século 20. Seu pai, um relojoeiro que trabalhava em um museu, morre momentos depois de mostrar a Hugo a sua última descoberta: um autômato, sentado numa escrivaninha, com uma caneta na mão, aguardando para escrever uma importante mensagem. O problema é que o menino não consegue ligar o autômato, nem resolver o mistério.”

É um filme incrível, esteticamente primoroso e com um elenco muito afiado. O cinema é parte importante da história no momento em que Hugo tenta entender os misterios que o cercam. O livro homônimo também não deixa a desejar.

Teste de Elenco

“Quando o diretor e uma atriz se encontram para a leitura de um roteiro, somos apresentados ao que pode ou não ser um teste de elenco. Um filme sobre um, ou vários testes, para um filme que já estava pronto.”

Esse filme é um dos meus preferidos desde o dia de seu lançamento (foi, inclusive, o primeiro filme brasileiro a ser lançado completamente na internet, de graça, e está no player acima). Tem dezenas de atores e apenas dois personagens. Muitas pessoas não curtem esse filme, mas, para mim, prefiro acreditar que elas não entenderam o conceito todo criado pelo diretor Ian SBF. É um dos pouquíssimos filmes que estão na minha “lista Clube da Luta”: assisto inúmeras vezes e sempre descubro ou interpreto uma coisa diferente.

Também amo discutir sobre esse filme, tenho várias teorias mas não vou dar nenhum spoiler, claro.

Os Sonhadores (The Dreamers, no original):


“Matthew (Michael Pitt) é um jovem que, em 1968, vai estudar em Paris. Lá ele conhece os irmãos gêmeos Isabelle (Eva Green) e Theo (Louis Garrel). Os três logo se tornam amigos, dividindo experiências e relacionamentos enquanto Paris vive a efervescência da revolução estudantil.”

Acho esse filme muito especial pois tem uma densidade e uma poesia difíceis de achar mas absolutamente acessíveis. O diretor Bernardo Bertolucci reproduz cenas clássicas com os atores e torna todo o filme um mix de referências riquíssimo para qualquer amante de arte.

Apesar de ter colocado o trailer para fins ilustrativos, recomendo que vá direto ver o filme. Dificilmente você vai se arrepender.

Cantando na Chuva (Singin’ in the Rain, no original):


“Em 1927, Hollywood, está um verdadeiro rebuliço, com a transição do cinema mudo para o falado. Don Lockwood e Lina Lamont, o casal mais querido do cinema mudo, prepara-se para rodar um musical. Mas, infelizmente, Lina, não só não sabe cantar, como tem uma voz horrível. A estreante, Kathy Selden, é chamada a emprestar sua voz à estrela. As gravações são uma confusão, mas tudo piora quando Don, se apaixona pela doce Kathy. Ao lado de seu inseparável amigo, o compositor Cosmo Brown, ele tenta mostrar ao mundo o talento de Kathy.”

Eu não podia deixar de inserir um clássico nessa lista. “Cantando na Chuva” é um símbolo da cultura dos musicais mundiais e é marcado por muito jazz e muito sapateado com coreografias que até hoje são reproduzidas incansávelmente por aí. Se você ainda não viu, vale a pena assistir.

Decidi não ilustrar com o trailer e sim com essa música, a minha preferida de todo o filme.

Lado a Lado (Side by Side, no original):


Como não podia deixar de ser, finalizo essa lista com um documentário incrível para qualquer curioso sobre a sétima arte (o que você deve ser, já que chegou até aqui). O filme trata sobre o impacto da tecnologia digital na arte cinematográfica tradicional e o futuro digital. Além de investigar a história, processo de criação e idealização dos filmes digitais e fotoquímicos.

Pode ter algumas partes bastante técnicas (que eu, como simples telespectador, não entendi completamente) mas é riquíssimo de história e tem participações de diretores muito importantes para toda essa “atualização” do cinema pós-moderno. Não deixe de assistir.

Fonte das sinopses: Filmow

Espero desde já seus comentários sobre essas obras e, se tiver sugestões, não deixe de indicar para nós aqui do GATILHO.

Vídeo chamadas no WhatsApp: função poderia chegar próxima semana!

O que o Skype, o Viber, o Hangouts, o WeChat e o BBM têm em comum? A possibilidade de realizar vídeo chamadas através do app. Depois que o WhatsApp liberou o recurso de ligações para os usuários do serviço, agora todos querem saber quando será possível fazer vídeo chamadas no WhatsApp. De acordo com o canal MacerKopf, este recurso está bem próximo.

Segundo o site alemão, a função de vídeo chamadas do WhatsApp já está em testes na versão 2.12.16.12 para iOS (atualmente, o aplicativo está na versão 2.12.12 na App Store). De acordo com o que foi publicado pelo MacerKopf, é possível que em poucas semanas o recurso já esteja disponível e funcional.

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Ainda não se sabe, contudo, quando a função chega para os smartphones rodando com Android, e se a forma de distribuição será a mesma da função de ligações. Para quem não lembra, era necessário receber um convite para começar a usá-la, e isso causou um verdadeiro pandemônio nos fóruns e sites especializados.

Quão útil seria a função de vídeo chamadas no WhatsApp?

A não ser que você assine um plano WhatsApp ilimitado, é de conhecimento geral que, apesar de não usar o seu plano de voz, o WhatsApp usa o seu plano de dados ou uma conexão wi-fi para fazer chamadas, bem como para enviar mensagens. E a grande vantagem do aplicativo, além de ser prático, sempre foi o baixo consumo de dados para o envio de mensagens (sem levantar aqui a questão de upload e download de imagens ou vídeos). Com a introdução do recurso de chamadas, entretanto, temos um custo um pouco maior quando o assunto é consumo de dados, seja na rede sem fio ou no plano de dados. E isso me faz questionar a necessidade de termos a função de vídeo chamadas no WhatsApp.

De acordo com a página de suporte do Skype, um serviço que concorre diretamente com o WhatsApp, mais pelos recursos que pelo número de usuários, existe uma boa diferença entre o consumo de dados para realizar apenas chamadas de voz e vídeo chamadas. Os dados abaixo foram calculados em cima da banda larga, ou seja, quando o serviço está sendo usado via wi-fi, e têm por base a velocidade recomendada de download e upload de dados:

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Olhando para esses números, em um serviço de vídeo chamadas com a qualidade do Skype, é quase impossível imaginar um usuário de um plano pré-pago no Brasil usar o plano de dados em vez do plano de voz para fazer uma vídeo chamada usando o Skype. Imagine agora o mesmo recurso de vídeo chamadas disponível no WhatsApp, por exemplo, mas agora com a baixa qualidade já identificada nas chamadas de voz.

De acordo com o site The Fuse Joplin, uma ligação de 15 minutos usando o WhatsApp terá um consumo de dados de 12MB. Agora imagine fazer a mesma ligação, mas usando o recurso de vídeo chamadas. Se usando o Skype o mesmo consumo seria de 22,5MB, e uma chamada com vídeo em baixa qualidade consumiria 67,5MB nestes mesmos 15 minutos usando a plataforma da Microsoft, provavelmente no WhatsApp o custo de dados seria de aproximadamente 36MB. Claro que isso é uma comparação baseada nas informações disponíveis na web, logo, os números apresentados aqui sobre o WhatsApp são apenas hipotéticos.

Mais uma vez, o serviço de chamadas do WhatsApp é uma ótima integração ao aplicativo, sem dúvidas, especialmente porque fazer uma ligação para um vizinho em São Paulo ou para um amigo que mora em Berlim, na Alemanha, terá o mesmo custo.

Entretanto, a beleza do WhatsApp é reunir um grande número de usuários e tornar a comunicação a mais fácil possível, ao menor custo. E isto, a meu ver, o aplicativo já oferece sem necessariamente oferecer vídeo-chamadas. Mas essa é a minha opinião, qual é a sua?

Fonte: MacerHopf

Artista norueguês cria ilustrações sombrias e macabras, veja

Anders Rokkum é um tatuador e ilustrador norueguês que criou essas sombrias ilustrações de figuras humanóides que parecem saídas diretamente de um pesadelo. Através de incríveis detalhamentos, as obras em preto e branco nos imerge em um universo macabro e angustiante.

Veja:

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

Conheça mais do trabalho do artista no seu Tumblr.

Fonte: Fubiz

Fotógrafo mostra as diferenças entre pessoas com apartamentos idênticos

O fotógrafo romeno Bogdan Gîrbovan fotografou 10 andares de um prédio em Bucareste que tem apartamentos idênticos, mas com pessoas diferentes.

Através dessas fotos, nós podemos ver uma amostra da variedade de estilos de vida que podemos encontrar em uma sociedade moderna. E o melhor: somos tão diferentes, mas estamos muito próximos uns dos outros.

Veja a entrevista completa com o fotógrafo no site da Vice (em italiano), clicando aqui.

10° Andar

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Imagem/Reprodução: Bogdan Gîrbovan / Vice

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Imagem/Reprodução: Bogdan Gîrbovan / Vice

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Imagem/Reprodução: Bogdan Gîrbovan / Vice

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Imagem/Reprodução: Bogdan Gîrbovan / Vice

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2° Andar

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Imagem/Reprodução: Bogdan Gîrbovan / Vice

1° Andar

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Imagem/Reprodução: Bogdan Gîrbovan / Vice

Fonte: Sunny Skyz

 

Tira o dedo da economia e enfia no c*!

Eu nunca escrevi um textão, nunca achei necessário. Nunca gostei de “treta”. Na minha humilde concepção, as “tretas” não enriquecem em absolutamente nada os debates. Não gosto de briga em Facebook, onde os comentários são baseados em argumentos extremamente rasos. Dessas brigas constantes, cada um sai cada vez mais convicto de suas posições e em quê isso muda a realidade? Em nada.

Me irrito bastante com a quantidade de chorume que é despejada cotidianamente pela vala que vocês insistem em chamar de boca (ou dedos, quando se trata da plataforma virtual), porém não me envolvo. Deixo que vocês se engulam. Direita, esquerda, cima, baixo.

Um fator que tira qualquer pessoa do sério é quando instituições que nada tem a ver com os contratos acordados entre duas entidades privadas (individuo-prestadora de serviços) resolvem que o acordo realizado entre as partes não é o suficiente, que mais do que necessário é que se criem regras para o “jogo”.

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VISUALIZADA

E é aí que entram as insistentes regras e regulações, que geralmente são responsáveis por prejudicar ambas as partes em detrimento de uma terceira (que nem estava aqui pra início de conversa). O problema desta terceira é que ela ocupa espaço em um mercado oligopólico protegido pelas agências reguladoras (oi, ANATEL, tudo bom?), onde poucos têm a chance de bater de frente e quando têm são postos em frente à uma sequência de barreiras protecionistas como a que estamos discutindo agora.

A partir do momento em que eu acordei com uma segunda parte algo, onde ninguém está tendo sua liberdade ferida e uma terceira, uma quarta e talvez até uma quinta parte resolvem que eu não posso fazer isso (provavelmente, porque eu sou burra demais pra saber o que é melhor pra minha vida), eu estou tendo a minha liberdade invadida. A minha liberdade de escolha, de poder acertar ou de errar, foi atacada.

Podem me chamar de egoísta, individualista ou a merda que vocês acharem que melhor expressa o meu posicionamento. Mas no momento em que eu me levanto pra lutar a favor da minha individualidade e do meu direito a liberdade acima de qualquer coisa, eu também luto por vocês todos. Eu luto pelo direito constante de vocês saírem falando as merdas que vocês falam, eu luto pra vocês fazerem tudo o que vocês querem fazer com a vida de vocês.

Porque liberdade é isso.

Liberdade é fazer com a sua vida o que quiser, desde que não se fira a liberdade de outro.

Lutar pela minha liberdade, é lutar pela sua. É lutar para que todos tenham o direito de errar (ou acertar) e cada e que cada um tenha que lidar com as consequências (boas ou ruins) provenientes de suas escolhas.

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Uma foto de banco de imagens que define quando posso escolher como vou falar com meus amigos sem nenhuma operadora se meter. Imagem/Reprodução: Visual Hunt

Depois de toda a confusão com o Uber, depois de todo o debate que foi gerado sobre a regulamentação dos transportes, depois que eu vi com os meus próprios olhos a Carta Capital ser contra a regulamentação porque isso faz mal ao próprio individuo (tanto ao consumidor quanto ao cara que tá ali dirigindo o próprio carro e gerando seu próprio emprego, porque se depender do ambiente em que estamos inseridos ele no mínimo vai sentir fome).

DEPOIS DE TUDO ISSO.

ME VEM UM FILHO DE MEU-DEUS-PERDOAI-ME.

ME DIZER QUE PRECISAM REGULAMENTAR O WHATSAPP, A PLATAFORMA DIGITAL DE COMUNICAÇÃO MAIS UTILIZADA NO MUNDO (QUIÇÁ UNIVERSO)

PORQUE REALMENTE NÉ, AMIGOS, REALMENTE

O Whatsapp fez o que anos de ANATEL não conseguiram fazer: obrigou as operadoras a reduzirem os preços exorbitantes que cobram dos consumidores, por pura pressão de predileção dos próprios consumidores. Mudou a maneira como todo o mundo se comunica. Eliminou completamente do mapa a existência de barreiras em falar com pessoas de outras operadoras, fato que fez com que as próprias operadoras eliminassem essas taxas que são/eram cobradas em suas ligações locais.

O mais absurdo depois de todo esse cenário, é ler este argumento que serve de base para a proibição (presente na Folha de São Paulo):

“As teles já vinham reclamando ao governo que é preciso regulamentar o serviço do aplicativo, que faz chamadas de voz via internet. Para elas, esse é um serviço de telecomunicações e o WhatsApp, e demais aplicativos do gênero, não poderiam prestar porque não são operadores.” Folha de São Paulo. Link aqui.

Ótima maneira de se destruir a concorrência, não é mesmo? Continuem oligopolizando e defendendo esses parasitas corporativistas. Porque todos esses anos de experiência nos ensinaram que regular dá certo, não é? DÁ CERTO PRA CACETE.

REGULA MAIS QUE AINDA TÁ POUCO.

Agora se liguem nisso, porque o mercado não recua, pra cada cabeça que vocês cortarem, vão nascer mais cem.

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“Mais de 500 mil usuários brasileiros se inscreveram no Telegram nas últimas três horas.” Reprodução: Twitter/@telegram

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