Resenha: “Sejamos Todos Feministas” de Chimamanda Ngozi Adichie

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Título: Sejamos Todos Feministas
Autor: Chimamanda Ngozi Adichie
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2014

Eu já estava devendo uma leitura da Chimamanda para mim mesmo faz tempo. Vi diversos vídeos de palestras e entrevistas da autora na internet e meu interesse só aumentava. O jeito inteligente (porém deixando de lado pedantismos) que ela fala me conquistou.

Decidi começar com uma obra curta e agora já quero ler todos os livros.

Além da raiva, também tenho esperança, porque acredito profundamente na capacidade de os seres humanos evoluírem.

Meus destaques:

  • “Sejamos Todos Feministas”, por ser uma “transcrição” de uma palestra dada pela autora, segue um modelo parecido com o de “Buracos Negros” de Stephen Hawking: linguagem acessível e muito curto. Clique aqui para ver a palestra do TED.
  • Em menos de 30 páginas, Chimamanda explora o tópico feminismo através de resumos de suas próprias experiências e sugere soluções interessantes para frear o machismo.
  • A obra tem como cerne a discussão sobre os estereótipos a que somos (ambos homens e mulheres) expostos desde que nascemos.  Sugiro como conteúdo complementar que você assista o documentário “The Mask You Live In” da diretora Jennifer Siebel Newsom.
  • O tom da obra é de esperança. É bom ler algo que espere e proponha mudanças positivas na sociedade e em nós mesmos. A desconstrução é longa mas é necessária.

Vale a pena comprar? Sim! Da última vez que olhei, o e-book está disponível gratuitamente na Amazon. É uma leitura rápida que vai te apresentar à obra de Chimamanda Ngozi Adichie. Pretendo, com toda certeza, ler outros livros dela – principalmente os de contos, que parecem ser incríveis.


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Resenha: “O Culto” de D. A. Potens

 

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Título: O Culto
Autor: D. A. Potens
Editora: publicação independente
Ano: 2017

Gosto de ler obras de autores independentes. Gosto de poder falar sobre o que autores (geralmente desconhecidos) como eu tem para mostrar. Há muita coisa acontecendo fora da bolha das grandes editoras e acho que isso merece ser divulgado.

Recentemente, tuitei o seguinte:

 

Já temos alguns livros independentes na fila de resenhas. Agora é só esperar.

Sobre D. A. Potens: ele é um autor muito presente nas redes sociais e já tem diversos materiais auto-publicados. A divulgação que ele está fazendo pra obra dele é algo que eu jamais pensaria em desenvolver pras minhas Historinhas.

Recebi a obra antes do lançamento, portanto, essa resenha é em primeiríssima mão.

Se você ainda não o conhece, agora é a hora. Conheça “O Culto”.

Meus destaques:

  • Descrição explícita de violência. É um slasher movie só que em formato de livro. Inclusive essa é uma referência citada no prefácio. Me identifiquei particularmente com esse tópico pois meu estilo de escrita é bastante parecido.
  • A trama consiste em uma série de sonhos do narrador. Isso permite que a história siga uma cronologia diferente.
  • É um livro de horror. Não comece a ler se você não gosta deste gênero. O medo e a brutalidade vão te perseguir da primeira página até a última.
  • É um daqueles livros que você acaba o capítulo e começa a ler o outro imediatamente. Sem sequer perceber. E isso é muito bom.
  • Li o livro em poucas horas, isso demonstra que a escrita flui.
  • É um livro doido. Sério. Fora da casinha.
  • A ambientação é um dos grandes destaques da obra. Potens consegue te fazer viajar sem sair do lugar.
  • Algo que me incomodou é que nenhum dos personagens me causou simpatia. É fácil detestar todos. Tudo bem eles serem personagens odiosos, mas é possível fazer gostar de personagens odiosos.
  • Aparentemente o livro terá uma continuação. Se você gosta de acompanhar séries: vai fundo.

Você pode ler o primeiro capítulo NESTE LINK e fazer a compra do livro na pré-venda NESTE LINK (o autor promete uma edição autografada por ele e pela cabra, com frete incluso e marca-páginas).

No dia 01/11 o e-book estará disponível para venda na Amazon.

Resenha: “Guia Politicamente Incorreto da Economia Brasileira” de Leandro Narloch

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Título: Guia Politicamente Incorreto da Economia Brasileira
Autor: Leandro Narloch
Editora: Leya
Ano: 2015

Posso dizer que adquiri o gosto por livros de economia. Como vocês devem saber, escrevi recentemente uma resenha de “Crash” e foi ele que abriu a minha cabeça para o assunto. Ainda sob efeito do Kindle Unlimited, decidi ler o “Guia Politicamente Incorreto da Economia Brasileira” para tentar aprender mais algumas coisas (e devo dizer que funcionou).

Em diversas partes, achei o “Guia” muito parecido com “Crash”. Principalmente no que diz respeito ao tipo de linguagem utilizada e ao formato informal de ensinar. Isso é uma coisa boa, claro.

É um daqueles livros que você faz dezenas de marcações, o que significa que tem várias passagens interessantes.

Meus destaques:

  • Linguagem acessível e leitura rápida. Se vocês souberem de mais livros sobre economia com esse formato, aceito indicações.
  • Conceitos são dissecados: coisas como “esforço”, “recompensa” e “produtividade” (p. 2021) ficam muito mais claros quando observados de um ponto de vista liberal.
  • Assuntos polêmicos: No livro, são discutidos diversos assuntos polêmicos como a relação de demografia X desigualdade, programas assistenciais, (a irrelevância) dos sindicatos, rent-seeking, “bolsas menos divulgadas” e, claro, privatização. Veja respectivamente nas posições 735, 1066, 2114, 777, 857 e 2475.

Imagine uma pessoa que quebra as suas pernas e logo depois dá a você um par de muletas, dizendo “veja, se não fosse por mim, você não seria capaz de andar”. É mais ou menos assim a ação do Estado brasileiro na pobreza e na desigualdade. Ele concede privilégios a grandes empresários, mantém aposentadorias milionárias, torna os produtos do supermercado mais caros para os pobres e obriga todo trabalhador a investir numa conta que reajusta menos que a inflação. Depois, como se nada tivesse acontecido, se diz muito preocupado com os pobres, e anuncia um programa de transferência de renda para reduzir a miséria e a desigualdade que ele próprio criou. (posição 956)

  • Livre mercado: Quando o autor discorre sobre a relação entre a clandestinidade e o livre mercado, vemos exemplos práticos de regulações equivocadas e doentias por parte do governo. Temos uma aula simplificada sobre oferta e demanda.

O mercado negro é uma forma de se livrar dos controles do governo”, dizia o economista Milton Friedman. “É claro que seria bom se todos obedecessem à lei. O fato de o mercado negro desobedecer à lei é um ponto contra ele. Mas isso só acontece porque existem leis ruins. (posição 1295).

  • “A economia lida com pessoas reais.” Ponto.

Vale a pena comprar? Sim. É mais um livro de leitura necessária, útil para entender o turbilhão de informações em que estamos inseridos. Dei 4 estrelas pois, se alguém me perguntasse qual deveria escolher, entre “Crash” e esse, ainda escolheria o primeiro. De qualquer forma, livros como esse são muito importantes. Sem academicismos, fica um pouquinho mais fácil entender o mundo.

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Resenha: “Crash – Uma Breve História da Economia” de Alexandre Versignassi

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Título: Crash – Uma Breve História da Economia
Autor: Alexandre Versignassi
Editora: Leya
Ano: 2015 (primeira edição de 2011)

Não lembro a última vez que li um livro sobre economia. Nem sequer lembro se alguma vez li algum livro sobre Economia. De uma forma ou de outra, a melhor decisão que tomei esse ano foi dar uma chance a “Crash” de Alexandre Versignassi. Isso se deu, claro, à minha excelente aquisição: Kindle Unlimited (se você acha Netflix legal, imagine só ter uma Netflix de livros).

Depois que abandonei “Uma Vida Pequena” (nem vou começar a falar sobre isso; muitas expectativas frustradas), eu queria fugir de dramas. Nada melhor do que ler algo mais real, certo? Certíssimo.

É importante dizer que esse livro é simplesmente perfeito para todos aqueles que, como eu, não sabem quase nada sobre o assunto.

Meus destaques:

  • Recebeu atualização: o livro foi publicado pela primeira vez em 2011, mas recebeu uma atualização em 2015. Ou seja, não é tão datado assim. Pra quem tem Kindle é ainda melhor, nesse caso.
  • Linguagem fácil: Acredito que por ser um diretor de redação da Super, Versignassi é bem humorado quando fala de coisas sérias. Isso ajuda a tornar Economia algo mais… tragável. Na posição 3155 o autor explica sobre neuroeconomia e utiliza nomes de duplas sertanejas para ilustrar. Sim. (Mais exemplos em 138, 383, 1138 e 3053);
  • Histórias interessantes: o autor faz mais do que falar sobre Economia. Ele é um contador de histórias interessantes, como a que abre o livro (uma história sobre o mercado de flores na Holanda). Assim como Esopo, sempre fica uma moral no final. Ou não.
  • Curiosidades aleatórias (?): quando você menos espera, o autor surge com uma exemplificação muito abstrata mas extremamente interessante. Isso dá inúmeros fôlegos na leitura. (Exemplos em: 1286, 1982, 2154 e 3068).
  • Ordem cronológica: Versignassi segue a ordem cronológica da história da Economia mundial, então isso torna o entendimento ainda mais claro.
  • Utilidade: quando o autor disserta sobre impostos, livre mercado, inflação, investimentos, bolsa de valores, títulos públicos e várias outras coisas é fácil ter uma noção desses conceitos. Tudo parece tão difícil para quem não entende, mas quando ele esmiúça o assunto, tudo fica tão simples.

Vale a pena comprar? Claro que sim! É um livro relativamente barato e que, acredite, você vai se sentir bem informado depois de ler (ou devorar, como eu fiz). Vale a pena ter na estante, seja do Kindle ou física.

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Resenha: “Encruzilhada” de Lúcio Manfredi

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Título: Encruzilhada
Autor: Lúcio Manfredi
Editora: Editora Draco
Ano: 2015

É no mínimo complicado fazer uma resenha de “Encruzilhada” sem soltar algum spoiler. Se eu não tivesse recebido um desses quando procurei resenhas, provavelmente teria tido uma experiência ainda melhor.

Recebi este ebook da Editora Draco (parceira do GATILHO) para análise e aqui vamos nós.

“Encruzilhada” é um daqueles livros que você não consegue soltar com facilidade. Eu andava bem relapso quanto às minhas leituras (tanto que achei que não fosse conseguir entregar a resenha no prazo), mas a obra de Manfredi me segurou, tentei escapar: não consegui.

Viciante. Confuso. Inteligente. Essas três palavras definem o que eu pensava durante a leitura. Não conhecia o autor Lúcio Manfredi, mas me encantei pelo estilo não-linear que, confesso, me deixava até um pouco tonto.

O livro é dividido em quatro partes, com uma infinidade de capítulos (mais de 40, pelo que me lembro). Eu amei esse formato pois, além de não deixar a leitura cansativa (cof, cof, Deuses Americanos) permitiu que o autor fizesse muitas mudanças inteligentes de tempo e narrador.

Por ser um livro pequeno (a versão impressa tem apenas 169 páginas), tive a boa impressão de que não tinha encheção de linguiça. Gosto de livros práticos, esse é um ótimo exemplo disso. Mesmo estando muito ocupado com trabalho, Exprom (evento de publicidade) e TCC, consegui terminar em nove dias.

Meus destaques:

  • Ambientação: a coisa que mais me marcou nesse livro foi a incrível capacidade de Manfredi descrever lugares. Desde a casa que a história se passa, até as ruas e bairros. Dica de exercício: enquanto lê, entre no Google Street View e passeie pelas ruas citadas pelo autor; eu, que nunca fui ao Rio, tive uma experiência bem imersiva ao fazer isso. Há, inclusive, uma sequência de ação (perseguição) após a posição 300 (Kindle) muito interessante.
  • Linguagem cinematográfica: um pensamento me acompanhou desde o começo da leitura: esse livro podia ser uma puta série de TV (não coincidentemente, Manfredi é roteirista). Destaque para posições 457 e 617.
  • Referências: ele fala de ciência, ficção, filosofia, música e até cita Jô Soares. Destaque para posições 653, 1046 e 1061.
  • Descrições geniais: aqueles trechos que você lê, relê e lê de novo só pra ter ter o prazer de ler um texto inteligente. Exemplos nas posições 970, 1162 e 1531 (esse é um capítulo metalinguístico DELICIOSO de ler).
  • Posição 1919: esse capítulo é extremamente criativo e ainda tem um plot twist.

Vale a pena comprar? ABSOLUTAMENTE SIM! Se você gosta de histórias interessantes, diferentes, com violência e com um “quê” de ficção científica, esse livro é pra você.

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Resenha: “Histórias de Amor” de Rubem Fonseca

 

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Título: Histórias de Amor
Autor: Rubem Fonseca
Editora: Nova Fronteira
Ano: 2012 (a primeira edição é de 1997)

Quem conversar 10 minutos comigo vai perceber a rapidez com que eu insiro Rubem Fonseca nas minhas conversas. Já até falei sobre ele aqui no blog. Talvez por eu gostar tanto dos livros dele e por ter lido tantos em um ano (este é o nono até agora), estou ficando um pouco mais “exigente”. Acho que essa é a palavra errada, pois eu leria qualquer coisa do Fonseca e é praticamente impossível que eu ache algo ruim.

Agora sobre Histórias de Amor.

Esse é um daqueles títulos irônicos que, se eu já não conhecesse o estilo do Fonseca, até acreditaria. Farei agora breves comentários sobre os melhores contos. 
“Betsy”: logo no primeiro conto já entendemos que o amor anunciado no título não precisa ser necessariamente de humano pra humano. Pra mim, é algo novo vindo do autor. Esse é o menor conto de todos e o meu preferido deste livro. Me afetou pessoalmente.

“Cidade de Deus” é incrível. É um daqueles contos que se alguém me mostrasse sem dizer que era do Fonseca, eu saberia na mesma hora. O que mais me divertiu foi a seguinte passagem:

Antes de dormir ela perguntou, “você fez aquilo que eu pedi?”
“Faço o que prometo, amorzinho. Mandei meu pessoal pegar o menino quando ele ia para o colégio e levar para a Cidade de Deus. De madrugada quebraram os braços, e as pernas do moleque, estrangularam, cortaram ele todo e depois jogaram na porta da casa da mãe. Esquece essa merda, não quero mais ouvir falar nesse assunto”, disse Zinho.

“Família”, “O anjo da guarda”, “Viagem de núpcias” e “O amor de Jesus no coração” são ótimos, com todas as escatologias e finais inesperados que o autor utiliza de maneira tão característica. 

O único conto que considerei menos interessante foi “Carpe Diem”. É o mais longo do livro, mas também o mais repetitivo. É repleto de referências de literatura e cinema, mas nem isso me fez gostar dele.

Li em menos de um dia no Kindle, mas a leitura rápida já é algo que podemos esperar do autor. De qualquer forma, “Histórias de Amor” é um bom livro. Talvez não para quem queira começar a ler a obra do Rubem Fonseca, mas para os já iniciados na literatura do mesmo.

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Resenha: “Scare Me To Sleep” de vários autores

Nas próximas semanas postarei as resenhas que foram feitas no meu antigo blog. Essa, entretanto, é a primeira resenha inédita do GATILHO.

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Título: Scare Me to Sleep: Anthology of Horror Short Stories
Autores: Dorothy Dreyer, Danielle Lanzarotta, Devyn Dawson, Michelle Muto, Shebat Legion, Charlotte Bennardo, Tressa Messenger, Josh Walters, Susan Burdorf, Nicole Zoltack e Teresa Hardister.
Editora: Reach Out and Read
Ano: 2016

Assim que comprei meu Kindle, baixei dois livros gratuitamente na loja da Amazon: este (que não tem versão traduzida para o português e sequer estava disponível no Skoob) e uma biografia da Clarice Lispector (que espero ler e consequentemente resenhar nos próximos meses).

Scare Me To Sleep é, supostamente, um livro de antologia com contos de terror e suspense. Supostamente. Dos seus 11 contos, gostei de 6, o que não é necessariamente algo bom. Eis um breve comentário sobre cada um dos segmentos e no fim um apanhado geral:

“The First Mourning” de Dorothy Dreyer: Por ser o primeiro conto, que geralmente é algo forte e marcante, achei simples demais. Até um pouco clichê, devo dizer. Trata de inveja e vingança e me fez querer saber mais sobre os “furos” da história: Pent é pai de Cain? Porquê o pai desgosta tanto de Cain? A mãe tem mesmo um segredo? Perguntas demais, respostas de menos.

“It Follows” de Danielle Lanzarotta: Esse conto tem uma vibe meio amadora, mas prefiro acreditar que tenha sido propositalmente criado para parecer uma creepypasta. Não sei se isso é positivo ou negativo, então cito as sábias palavras de Glória Pires: não consigo opinar.

“Level Ten” de Devyn Dawson: Quando você começa e já vê que vamos tratar de Pokémon Go, é inevitável pensar um desanimado “lá vamos nós”. Consigo resumir esse texto em duas características: forçado e mal contado. Parece mais uma creepypasta ruim do que qualquer outra coisa.

“The Goblin” de Michelle Muto: Um dos melhores. Bem escrito, equilibrado, coerente. É exatamente o estilo de história que eu esperava encontrar nesse livro. Infelizmente foi uma exceção à regra.

“The Ballad of Maria Sanchez” de Shebat Legion: Esse foi tão chato que não consegui passar das primeiras páginas. Já fiz logo aquele bom e velho scanning e passei pro próximo.

“Faces in the Wood” de Charlotte Bennardo: O segundo melhor conto do livro, bem superior a todos até esse ponto. Apesar do final mais ou menos apressado, a intenção de explorar a dendrofobia (medo de árvores) foi ótima. Gostaria de ter tido essa ideia antes.

“104 China Grove” de Tressa Messenger: A primeira parte do conto é realmente muito boa, parece até algo que estaria em um episódio de American Horror Story. Já a segunda parte é completamente dispensável.

“THE CHAIR” de Josh Walters: Esse foi o melhor conto. Muito viciante e trama angustiante. Daria um bom filme de suspense, com toda certeza. O final é bem satisfatório. Gostaria de ter criado e desenvolvido isso.

“Missing and Presumed Lost” de Susan Burdorf: Desnecessariamente longo, poderia muito bem ser cortado pela metade. Nenhum dos personagens tem carisma e me fizeram não apenas torcer pelo monstro, mas também que eu esperasse ansiosamente que ele matasse todo mundo e vivesse feliz com seus filhotinhos. Por pouco não me fez abandonar o livro.

“The Maze of the Mind” de Nicole Zoltack: Conto muito bem escrito. Apesar de um pouco previsível (eu já sabia o desfecho quando ainda estava na metade), tem excelentes descrições tanto de cenários quanto das “loucuras”. Gostei bastante, sem dúvida é um dos melhores do livro.

“Sweet Child of Mine” de Teresa Hardister: Adoro contos em que músicas são utilizadas para movimentar a trama. Deixa tudo tão interessante. Para mim o destaque foi a seguinte citação, que fez valer o conto todo: “This is what you were feeding me? Those ashes? That is what was on my food all this time? What kind of sick f…”.

CONCLUSÃO: Confesso que até começar a escrever a resenha, estava achando o livro no mínimo bom; até que prestei atenção individualmente e percebi que não é tão bom assim. É um excelente exemplo de que o “cheerleader effect” não funciona apenas com pessoas. Claro que, como destaquei acima, existem ótimos contos e você irá gostar deles. Para quem está aprendendo a ler em inglês, é um bom livro pois a leitura é fácil, diverte e aumenta o seu vocabulário.

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