Resenha: “A Filha Perdida” de Elena Ferrante

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Título: A Filha Perdida
Autor: Elena Ferrante
Editora: Intrínseca
Ano: 2016

Sabe quando você lê um livro e consegue imaginar todas as cenas com muita facilidade? Não que haja excessos de descrições, mas pelo jeito que a história é escrita. Isso foi o que mais me impressionou neste livro.

Eu já tinha ouvido falar de Elena Ferrante, pois seus livros são bastante famosos e muito divulgados pela Intrínseca. O que eu não sabia era que esse nome é um pseudônimo de uma autora desconhecida e que ela escrevia tão bem assim.

Confesso que fui convencido a ler após assistir a resenha feita pelo canal Ler Antes de Morrer, em que a Isabella Lubrano mostra o contexto em que os livros da autora se passam. Veja abaixo:

Eu estava me sentindo muito infeliz. Era a sensação de estar me dissolvendo, como se eu, um montinho ordenado de poeira, tivesse sido soprada pelo vento durante todo o dia e, naquele momento, estivesse suspensa no ar, disforme.

Meus destaques:

  • É extremamente fluido. Li 44% do livro em uma sessão de leitura e o restante em outra. Gosto de livros assim, em que a vontade de ler é constante: da primeira à última página.
  • É intrigante o jeito que a autora transita entre as cenas e diálogos para os dilemas existenciais e frustrações da narradora. Antes que o leitor perceba, Elena Ferrante usa memórias ou sentimentos de maneira exemplar para aprofundar os acontecimentos da trama.
  • O livro trata, em boa parte, sobre o processo de redescobrimento de Leda. Em uma espécie de crise de meia idade, ela passa por uma sessão intensiva de autoconhecimento. É curioso ser o espectador dessas mudanças.
  • Uma das principais ironias do livro é o fato de Leda ter viajado para se afastar de sua vida para mudar os ares. Entretanto, o que acontece é uma sucessão de acontecimentos que a levam a reencontrar suas paranoias e frustrações mesmo longe de casa.
  • A boneca é uma alegoria da relação que Leda tem com as filhas. Em uma das cenas, em que ela tira a água com areia de dentro da boneca, é como se um “exorcismo” acontecesse.
  • A história é redonda, sem praticamente nenhuma ponta solta. Essa é uma característica que venho procurando em romances a bastante tempo. Entretanto, ainda me pergunto sobre a pinha arremessada nas costas de Leda.
  • O final… É incrível. Sem mais. É tão simples, mas tão significativo. Provavelmente um dos melhores que já li.

Vale a pena comprar? Definitivamente sim. Foi uma das melhores leituras que realizei em 2017 e com absoluta certeza voltarei a ler outros livros de Elena Ferrante. “A Filha Perdida” é uma obra incrível e merece ser lida por todos.


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Resenha: “Tudo o Que Você Precisa Saber Sobre Filosofia” de Paul Kleinman

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Título: Tudo o Que Você Precisa Saber Sobre Filosofia
Autor: Paul Kleinman
Editora: Gente
Ano: 2014

Acho que poucas coisas me despertaram tanta curiosidade na adolescência quanto Filosofia. Tive poucas aulas da matéria na escola, mas sempre era muito legal conhecer mais sobre aqueles paradoxos e pensamentos novos sobre “coisas comuns”. Não era incomum eu passar tardes procurando sobre o assunto na internet. Talvez isso tenha me proporcionado uma visão mais apurada dos meus pensamentos pois sempre me fiz perguntas como “qual o motivo de eu estar pensando nisso?” ou “O que me faz ser o que sou?”.

Conhecer um livro como esse foi… interessante. Me ajudou a relembrar algumas coisas e a aprender várias outras. Pretendo voltar a ler sobre Filosofia no futuro.

A filosofia abrange qualquer assunto em que for capaz de pensar. Não é apenas um bando de gregos velhos perguntando uns aos outros as mesmas questões (embora, claro, haja uma boa parte disso).

Meus destaques:

  • O livro traz explicações de conceitos filosóficos acerca dos mais diversos assuntos. Esse é um dos pontos altos do livro. Humor, arte, estética, política, lógica, linguagem, conhecimento, ciência etc.
  • É rico em conteúdo, isso ninguém pode negar. Considero um bom livro para curiosos e leigos, por dar bastante informação…
  • … Infelizmente, nem sempre essa informação é clara. Alguns assuntos são deveras complexos e o autor, em alguns casos, não parece se esforçar para tornar mais claro para o leigo.
  • Não segue uma linha de pensamento. Somos apresentados a conceitos diferentes durante o livro e somos forçados a voltar algumas páginas para relembrar algumas informações. Isso confunde.
  • Parece estar resumido demais. É óbvio que é um livro para curiosos e não um livro acadêmico (que geralmente explica cada conceito detalhadamente), entretanto, é normal se perguntar se aquilo é tudo ou se havia mais pontos importantes a serem esclarecidos.
  • O livro tem paradoxos interessantes e curiosos. Nessas partes, a linguagem do autor é mais leve e torna o entendimento mais simples, oferecendo diversas soluções e pontos de vista para que o leitor desenvolva sua opinião…
  • … É uma pena que sejam poucos os capítulos ou seções desse tipo. Confesso que esperava mais exemplos nesse modelo.

 

Vale a pena comprar? Depende da sua paciência com o assunto. Se você já tiver algum gosto por essa temática, deverá ser uma leitura média — como foi pra mim. Mas se você tiver alguma resistência ao assunto, achar tedioso (o que é normal), talvez não seja a melhor opção pra você se aventurar nos campos da Filosofia.


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Resenha: “Sejamos Todos Feministas” de Chimamanda Ngozi Adichie

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Título: Sejamos Todos Feministas
Autor: Chimamanda Ngozi Adichie
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2014

Eu já estava devendo uma leitura da Chimamanda para mim mesmo faz tempo. Vi diversos vídeos de palestras e entrevistas da autora na internet e meu interesse só aumentava. O jeito inteligente (porém deixando de lado pedantismos) que ela fala me conquistou.

Decidi começar com uma obra curta e agora já quero ler todos os livros.

Além da raiva, também tenho esperança, porque acredito profundamente na capacidade de os seres humanos evoluírem.

Meus destaques:

  • “Sejamos Todos Feministas”, por ser uma “transcrição” de uma palestra dada pela autora, segue um modelo parecido com o de “Buracos Negros” de Stephen Hawking: linguagem acessível e muito curto. Clique aqui para ver a palestra do TED.
  • Em menos de 30 páginas, Chimamanda explora o tópico feminismo através de resumos de suas próprias experiências e sugere soluções interessantes para frear o machismo.
  • A obra tem como cerne a discussão sobre os estereótipos a que somos (ambos homens e mulheres) expostos desde que nascemos.  Sugiro como conteúdo complementar que você assista o documentário “The Mask You Live In” da diretora Jennifer Siebel Newsom.
  • O tom da obra é de esperança. É bom ler algo que espere e proponha mudanças positivas na sociedade e em nós mesmos. A desconstrução é longa mas é necessária.

Vale a pena comprar? Sim! Da última vez que olhei, o e-book está disponível gratuitamente na Amazon. É uma leitura rápida que vai te apresentar à obra de Chimamanda Ngozi Adichie. Pretendo, com toda certeza, ler outros livros dela – principalmente os de contos, que parecem ser incríveis.


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Resenha: “O Culto” de D. A. Potens

 

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Título: O Culto
Autor: D. A. Potens
Editora: publicação independente
Ano: 2017

Gosto de ler obras de autores independentes. Gosto de poder falar sobre o que autores (geralmente desconhecidos) como eu tem para mostrar. Há muita coisa acontecendo fora da bolha das grandes editoras e acho que isso merece ser divulgado.

Recentemente, tuitei o seguinte:

 

Já temos alguns livros independentes na fila de resenhas. Agora é só esperar.

Sobre D. A. Potens: ele é um autor muito presente nas redes sociais e já tem diversos materiais auto-publicados. A divulgação que ele está fazendo pra obra dele é algo que eu jamais pensaria em desenvolver pras minhas Historinhas.

Recebi a obra antes do lançamento, portanto, essa resenha é em primeiríssima mão.

Se você ainda não o conhece, agora é a hora. Conheça “O Culto”.

Meus destaques:

  • Descrição explícita de violência. É um slasher movie só que em formato de livro. Inclusive essa é uma referência citada no prefácio. Me identifiquei particularmente com esse tópico pois meu estilo de escrita é bastante parecido.
  • A trama consiste em uma série de sonhos do narrador. Isso permite que a história siga uma cronologia diferente.
  • É um livro de horror. Não comece a ler se você não gosta deste gênero. O medo e a brutalidade vão te perseguir da primeira página até a última.
  • É um daqueles livros que você acaba o capítulo e começa a ler o outro imediatamente. Sem sequer perceber. E isso é muito bom.
  • Li o livro em poucas horas, isso demonstra que a escrita flui.
  • É um livro doido. Sério. Fora da casinha.
  • A ambientação é um dos grandes destaques da obra. Potens consegue te fazer viajar sem sair do lugar.
  • Algo que me incomodou é que nenhum dos personagens me causou simpatia. É fácil detestar todos. Tudo bem eles serem personagens odiosos, mas é possível fazer gostar de personagens odiosos.
  • Aparentemente o livro terá uma continuação. Se você gosta de acompanhar séries: vai fundo.

Você pode ler o primeiro capítulo NESTE LINK e fazer a compra do livro na pré-venda NESTE LINK (o autor promete uma edição autografada por ele e pela cabra, com frete incluso e marca-páginas).

No dia 01/11 o e-book estará disponível para venda na Amazon.

Resenha: “Guia Politicamente Incorreto da Economia Brasileira” de Leandro Narloch

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Título: Guia Politicamente Incorreto da Economia Brasileira
Autor: Leandro Narloch
Editora: Leya
Ano: 2015

Posso dizer que adquiri o gosto por livros de economia. Como vocês devem saber, escrevi recentemente uma resenha de “Crash” e foi ele que abriu a minha cabeça para o assunto. Ainda sob efeito do Kindle Unlimited, decidi ler o “Guia Politicamente Incorreto da Economia Brasileira” para tentar aprender mais algumas coisas (e devo dizer que funcionou).

Em diversas partes, achei o “Guia” muito parecido com “Crash”. Principalmente no que diz respeito ao tipo de linguagem utilizada e ao formato informal de ensinar. Isso é uma coisa boa, claro.

É um daqueles livros que você faz dezenas de marcações, o que significa que tem várias passagens interessantes.

Meus destaques:

  • Linguagem acessível e leitura rápida. Se vocês souberem de mais livros sobre economia com esse formato, aceito indicações.
  • Conceitos são dissecados: coisas como “esforço”, “recompensa” e “produtividade” (p. 2021) ficam muito mais claros quando observados de um ponto de vista liberal.
  • Assuntos polêmicos: No livro, são discutidos diversos assuntos polêmicos como a relação de demografia X desigualdade, programas assistenciais, (a irrelevância) dos sindicatos, rent-seeking, “bolsas menos divulgadas” e, claro, privatização. Veja respectivamente nas posições 735, 1066, 2114, 777, 857 e 2475.

Imagine uma pessoa que quebra as suas pernas e logo depois dá a você um par de muletas, dizendo “veja, se não fosse por mim, você não seria capaz de andar”. É mais ou menos assim a ação do Estado brasileiro na pobreza e na desigualdade. Ele concede privilégios a grandes empresários, mantém aposentadorias milionárias, torna os produtos do supermercado mais caros para os pobres e obriga todo trabalhador a investir numa conta que reajusta menos que a inflação. Depois, como se nada tivesse acontecido, se diz muito preocupado com os pobres, e anuncia um programa de transferência de renda para reduzir a miséria e a desigualdade que ele próprio criou. (posição 956)

  • Livre mercado: Quando o autor discorre sobre a relação entre a clandestinidade e o livre mercado, vemos exemplos práticos de regulações equivocadas e doentias por parte do governo. Temos uma aula simplificada sobre oferta e demanda.

O mercado negro é uma forma de se livrar dos controles do governo”, dizia o economista Milton Friedman. “É claro que seria bom se todos obedecessem à lei. O fato de o mercado negro desobedecer à lei é um ponto contra ele. Mas isso só acontece porque existem leis ruins. (posição 1295).

  • “A economia lida com pessoas reais.” Ponto.

Vale a pena comprar? Sim. É mais um livro de leitura necessária, útil para entender o turbilhão de informações em que estamos inseridos. Dei 4 estrelas pois, se alguém me perguntasse qual deveria escolher, entre “Crash” e esse, ainda escolheria o primeiro. De qualquer forma, livros como esse são muito importantes. Sem academicismos, fica um pouquinho mais fácil entender o mundo.

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Resenha: “Crash – Uma Breve História da Economia” de Alexandre Versignassi

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Título: Crash – Uma Breve História da Economia
Autor: Alexandre Versignassi
Editora: Leya
Ano: 2015 (primeira edição de 2011)

Não lembro a última vez que li um livro sobre economia. Nem sequer lembro se alguma vez li algum livro sobre Economia. De uma forma ou de outra, a melhor decisão que tomei esse ano foi dar uma chance a “Crash” de Alexandre Versignassi. Isso se deu, claro, à minha excelente aquisição: Kindle Unlimited (se você acha Netflix legal, imagine só ter uma Netflix de livros).

Depois que abandonei “Uma Vida Pequena” (nem vou começar a falar sobre isso; muitas expectativas frustradas), eu queria fugir de dramas. Nada melhor do que ler algo mais real, certo? Certíssimo.

É importante dizer que esse livro é simplesmente perfeito para todos aqueles que, como eu, não sabem quase nada sobre o assunto.

Meus destaques:

  • Recebeu atualização: o livro foi publicado pela primeira vez em 2011, mas recebeu uma atualização em 2015. Ou seja, não é tão datado assim. Pra quem tem Kindle é ainda melhor, nesse caso.
  • Linguagem fácil: Acredito que por ser um diretor de redação da Super, Versignassi é bem humorado quando fala de coisas sérias. Isso ajuda a tornar Economia algo mais… tragável. Na posição 3155 o autor explica sobre neuroeconomia e utiliza nomes de duplas sertanejas para ilustrar. Sim. (Mais exemplos em 138, 383, 1138 e 3053);
  • Histórias interessantes: o autor faz mais do que falar sobre Economia. Ele é um contador de histórias interessantes, como a que abre o livro (uma história sobre o mercado de flores na Holanda). Assim como Esopo, sempre fica uma moral no final. Ou não.
  • Curiosidades aleatórias (?): quando você menos espera, o autor surge com uma exemplificação muito abstrata mas extremamente interessante. Isso dá inúmeros fôlegos na leitura. (Exemplos em: 1286, 1982, 2154 e 3068).
  • Ordem cronológica: Versignassi segue a ordem cronológica da história da Economia mundial, então isso torna o entendimento ainda mais claro.
  • Utilidade: quando o autor disserta sobre impostos, livre mercado, inflação, investimentos, bolsa de valores, títulos públicos e várias outras coisas é fácil ter uma noção desses conceitos. Tudo parece tão difícil para quem não entende, mas quando ele esmiúça o assunto, tudo fica tão simples.

Vale a pena comprar? Claro que sim! É um livro relativamente barato e que, acredite, você vai se sentir bem informado depois de ler (ou devorar, como eu fiz). Vale a pena ter na estante, seja do Kindle ou física.

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Resenha: “Encruzilhada” de Lúcio Manfredi

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Título: Encruzilhada
Autor: Lúcio Manfredi
Editora: Editora Draco
Ano: 2015

É no mínimo complicado fazer uma resenha de “Encruzilhada” sem soltar algum spoiler. Se eu não tivesse recebido um desses quando procurei resenhas, provavelmente teria tido uma experiência ainda melhor.

Recebi este ebook da Editora Draco (parceira do GATILHO) para análise e aqui vamos nós.

“Encruzilhada” é um daqueles livros que você não consegue soltar com facilidade. Eu andava bem relapso quanto às minhas leituras (tanto que achei que não fosse conseguir entregar a resenha no prazo), mas a obra de Manfredi me segurou, tentei escapar: não consegui.

Viciante. Confuso. Inteligente. Essas três palavras definem o que eu pensava durante a leitura. Não conhecia o autor Lúcio Manfredi, mas me encantei pelo estilo não-linear que, confesso, me deixava até um pouco tonto.

O livro é dividido em quatro partes, com uma infinidade de capítulos (mais de 40, pelo que me lembro). Eu amei esse formato pois, além de não deixar a leitura cansativa (cof, cof, Deuses Americanos) permitiu que o autor fizesse muitas mudanças inteligentes de tempo e narrador.

Por ser um livro pequeno (a versão impressa tem apenas 169 páginas), tive a boa impressão de que não tinha encheção de linguiça. Gosto de livros práticos, esse é um ótimo exemplo disso. Mesmo estando muito ocupado com trabalho, Exprom (evento de publicidade) e TCC, consegui terminar em nove dias.

Meus destaques:

  • Ambientação: a coisa que mais me marcou nesse livro foi a incrível capacidade de Manfredi descrever lugares. Desde a casa que a história se passa, até as ruas e bairros. Dica de exercício: enquanto lê, entre no Google Street View e passeie pelas ruas citadas pelo autor; eu, que nunca fui ao Rio, tive uma experiência bem imersiva ao fazer isso. Há, inclusive, uma sequência de ação (perseguição) após a posição 300 (Kindle) muito interessante.
  • Linguagem cinematográfica: um pensamento me acompanhou desde o começo da leitura: esse livro podia ser uma puta série de TV (não coincidentemente, Manfredi é roteirista). Destaque para posições 457 e 617.
  • Referências: ele fala de ciência, ficção, filosofia, música e até cita Jô Soares. Destaque para posições 653, 1046 e 1061.
  • Descrições geniais: aqueles trechos que você lê, relê e lê de novo só pra ter ter o prazer de ler um texto inteligente. Exemplos nas posições 970, 1162 e 1531 (esse é um capítulo metalinguístico DELICIOSO de ler).
  • Posição 1919: esse capítulo é extremamente criativo e ainda tem um plot twist.

Vale a pena comprar? ABSOLUTAMENTE SIM! Se você gosta de histórias interessantes, diferentes, com violência e com um “quê” de ficção científica, esse livro é pra você.

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