Resenha: “O Grande Gatsby” de F. Scott Fitzgerald

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5-estrelas

Título: O Grande Gatsby
Autor:
 F. Scott Fitzgerald
Editora: Leya
Ano: 2013

Mais uma vez fui influenciado a ler uma obra por dica do canal “Ler Antes de Morrer”. Devo comentar que eu já era obcecado pelo filme e pela trilha sonora lá em 2013 (assisti algumas várias vezes no cinema e várias outras no conforto de minha casa).

Lembro que surtei muito no Twitter quando o filme de Baz Luhrmann levou os (merecidíssimos) Oscars de “Melhor Figurino” e “Melhor Direção de Arte”. Por esses motivos, não foi um sacrifício começar a leitura e entrar no clima do livro.

Recomendo que você, antes de ler, procure na internet algumas referências de roupas e arquitetura dessa época. Se você não se importa com spoilers, veja o filme.

Meus destaques:

  • Não é um clássico à toa: a obra mistura com maestria uma narrativa fácil com um lirismo não-pretensioso.
  • História viciante: é difícil largar “O Grande Gatsby” antes de terminar o capítulo.
  • Personagens: poucos e memoráveis personagens fazem com que a trama nunca fique parada. Jay Gatsby é um dos personagens mais profundos que tive o prazer de ler.
  • Diálogos: Nick Carraway, o narrador, constantemente conduz conversas interessantes com os outros convidados. Por vezes ele observa e comenta com sutil ironia.
  • “(…) Gosto de grandes festas. São tão íntimas. Em festas pequenas não há nenhuma privacidade.” (p. 52)
  • Final realista: é bem fácil fazer um paralelo contemporâneo com a quantidade de amigos que temos em redes sociais e a verdadeira quantidade que temos na realidade.
  • Boa edição da Leya: o livro é leve, com páginas e tipografia confortáveis. Tem muitas (e por vezes desnecessárias) notas que podem te ajudar a entender melhor as referências do autor.

Vale a pena comprar? Sim! A leitura de “O Grande Gatsby” é gostosa. Apesar dos pesares, dá vontade de ter vivido as incríveis festas dadas pelo Jay. É um daqueles clássicos que facilmente seriam best-sellers nos dias atuais.

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Resenha: “E Não Sobrou Nenhum” de Agatha Christie

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4-estrelas

Título: E Não Sobrou Nenhum
Autor: Agatha Christie
Editora: Globo Livros
Ano: 2014

Lembro que há alguns anos comprei um box de livros da Agatha Christie da editora Nova Fronteira. A edição era ruim, de papel branco e daquelas brochuras que estalam quando abrimos. Por esses motivos, dos três livros, li apenas “Assassinato do Expresso do Oriente” e passei o box adiante. Lembro que não gostei tanto assim, talvez por causa da experiência de leitura.

Por esses motivos, tive certa resistência em começar a ler “E Não Sobrou Nenhum”. O motivo principal para eu ter decidido dar uma nova chance à obra de Agatha Christie foi este excelente (e persuasivo) vídeo da Isabella Lubrano do canal Ler Antes de Morrer.

Meus destaques:

  • A trama é diferente do clássico “detetive investiga quem é o assassino”. Nesse caso não existe um detetive. O livro tenta instigar a curiosidade do leitor fazendo-o investigar por si mesmo.
  • Personagens com histórias e personalidades bem definidas: a maioria dos personagens tem um background relevante e que não necessariamente é revelado de cara. É interessante ir conhecendo os personagens aos poucos.
  • Não há personagens (pelo menos pra mim) que causem simpatia. Isto é um ponto muito importante para o desenvolvimento da história.
  • Boa tradução da Globo Livros: apesar de manter certo grau de dificuldade (pela época e contexto que o livro foi escrito), o texto é bastante compreensível. Não precisei fazer mais do que duas ou três buscas no dicionário do Kindle.
  • Claustrofóbico e confuso: até o último capítulo é praticamente impossível saber a identidade do assassino ou se sequer existe um assassino.
  • Leitura rápida: como cheguei a comentar no Twitter, em poucas horas li 40% do livro.

Vale a pena comprar? Sim. É uma história que te faz querer ler o próximo capítulo e não parar mais. Isso já é o suficiente para tornar uma história de mistério boa e divertida.

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Resenha: “Buracos Negros” de Stephen Hawking

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3-estrelas

Título: Buracos Negros
Autor: Stephen Hawking
Editora: Intrínseca
Ano: 2017

Eu adoro esse tipo de leitura em que viajo em coisas científicas. Eu realmente adoro. Principalmente coisas relativas ao espaço.

Apesar dessas teorias serem provadas e refutadas constantemente com inúmeros cálculos, algo extremamente interessante para mim é imaginar esses conceitos. Sinto como se minha mente expandisse um pouco sempre que leio e assisto coisas desse assunto. Uma das séries que mais me marcou exatamente por esse motivo foi “Cosmos – a Spacetime Odissey”, narrada e apresentada pelo incrível Neil deGrasse Tyson.

Por essas razões, decidi dar uma chance para “Buracos Negros”. Esta resenha provavelmente será tão curta quanto a leitura do livro foi.

Meus destaques:

  • Pouquíssimas páginas: o livro é uma adaptação de uma série de palestras da BBC Reith Lectures. Eram palestras curtas, por esse motivo o livro tem poucas páginas. 64 na versão impressa, para ser mais exato.
  • Ilustrado com imagens úteis (apesar de bem humoradas). Tem referências desde Shakespeare, passando por Interestelar até Breaking Bad e ajudam a entender conceitos como singularidade, horizonte de eventos e dimensões.
  • Bem humorado: o humor de Hawking (e do Shukman) é inteligente e merece ser destacado. A frase final do livro é muito interessante.
  • Feito para amadores: Hawking já é conhecido pelos comentários e textos acessíveis para pessoas leigas. Trazendo conceitos complicados como os que já citei anteriormente, ele consegue explicar tudo de maneira compreensível.
  • Deixa mais perguntas que respostas: algo que me incomodou (o que não é necessariamente algo ruim) é a ausência de respostas e
  • As notas de David Shukman, editor de ciências da BBC caem muito bem como um complemento ao texto de Hawking e têm explicações simples que tornam o livro ainda mais acessível.

Vale a pena comprar? Depende. É um livro curto que traz alguns conceitos relativos ao título. Não espere grandes explicações e respostas sobre o universo. Entretanto, se você gosta de refletir sobre o universo e as possibilidades infinitas que existem (ou não) e no que elas podem influenciar, pode ler. É rapidinho e é divertido.

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Resenha: “As Seis Lições” de Ludwig von Mises

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Título: As Seis Lições
Autor: Ludwig Von Mises
Editora: Instituto Mises Brasil
Ano: 2016 (7ª ed.)

Recebi a indicação desse livro da minha amiga Isabella (que costumava escrever matérias bem delicadas pro GATILHO) devido ao meu recente interesse em livros de economia. Como disse, é recente. Tudo que comento aqui é do ponto de vista de um leigo que não sabe nada e ainda tá tentando parar em pé nesse furacão de informação.

A Isa faz Economia, então eu fiquei meio receoso que pudesse ser um livro denso. Mas ela garantiu que esse era de leitura fácil e que eu ia gostar. E ela acertou.
Meus destaques:

  • Livro curto. Tem apenas 106 páginas, o que é particularmente atrativo pra um livro que trata de assuntos complexos.
  • Dividido em seis partes: O livro é adaptado de uma série de palestras do autor em Buenos Aires no ano de 1959. Os capítulos tem os nomes de: “O Capitalismo”, “O Socialismo”, “O Intervencionismo”, “A Inflação”, “Investimento Externo” e “Política e Ideias”.
  • Entra no hall de Crash e Guia Politicamente Incorreto da Economia Brasileira de livros acessíveis para entender economia e também o ponto de vista da escola austríaca. Ainda bem que tive sorte com isso em todas as leituras até agora.
  • Leitura objetiva. Sem muitos rodeios e academicismos, o autor é objetivo no que quer explicar. Isso torna a leitura bastante agradável.
  • Contextualização histórica: quem gostava das aulas de história na escola, vai curtir esse livro. Mais do que jogar informações, ele contextualiza.

Vale a pena comprar? Sim! Os motivos eu já explicitei acima. E, mesmo se não quiser comprar, o PDF da obra está disponível no site do Instituto Mises Brasil. Então não tem desculpa, hein?

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Resenha: “A Confraria dos Espadas” de Rubem Fonseca

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4-estrelas

Título: A Confraria dos Espadas
Autor: Rubem Fonseca
Editora: Nova Fronteira
Ano: 2014 (primeira edição de 1998)

Nas resenhas do Gatilho, eu sempre começo com uma introdução especial que explica a minha relação com o autor ou com o livro (se houver). Acho que no caso do Rubem eu não preciso escrever muita coisa, vocês que acompanham o blog já sabem a minha opinião sobre ele. Li esse livro em março e boa parte dessa resenha estava nos arquivos do blog. Resolvi publicá-la agora.

Confraria é uma antologia de oito contos no melhor estilo do autor. Muitas pessoas, no Skoob, falam que é mais do mesmo, mas eu discordo. Na verdade, discordo completamente.

Todos os oito contos são bons, alguns deles são muito bons. Nas 144 páginas é possível achar muita criatividade na violência e nas situações de uma forma que foi praticamente impossível, pelo menos pra mim, parar de ler.

Meus destaques:

  • “Livre arbítrio”, “Anjo das Marquises”, “O Vendedor de Seguros”, “A Confraria dos Espadas” são de longe os melhores (e mais peculiares) contos do livro.
  • Diversos formatos compõem o livro: desde a prosa normal, outro apenas de diálogos e até um escrito como roteiro de teatro.
  • Inteligente. Como todos os livros do Rubem. Veja o conto “À maneira de Godard”.
  • Curto. Com apenas 144 páginas não dá tempo de enjoar.

Vale a pena comprar? Sou suspeito pra falar, mas SIM. Considero esse um ótimo livro de “transição” (aqueles livros/contos que “aliviam” sua cabeça depois de um romance normal).

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Resenha: “O Sorriso da Hiena” de Gustavo Ávila

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Título: O Sorriso da Hiena
Autor: Gustavo Ávila
Editora: Verus Editora
Ano: 2017

Tenho o hábito de indicar livros para os meus amigos. Às vezes não apenas indico, como forço a leitura deles. Outras vezes, eu não indico mas acabo citando passagens interessantes do livro sem perceber (para mim, é o melhor tipo de indicação).

Acho que nas últimas semanas eu estive sendo aquele amigo que não vira o disco. E o responsável por isso é Gustavo Ávila e “O Sorriso da Hiena”.

Esse foi um dos poucos casos em que conheci o autor primeiro e depois a sua obra. Em seu site e redes sociais, descobri e acompanhei a sua (bem sucedida) saga para autopublicar o livro. o consequente contrato com a Verus Editora e também a compra dos direitos pela TV Globo. Sobre essa última parte eu fiquei especialmente animado, comentarei o motivo a seguir. Recomendo que você escute essa entrevista do autor no Livrocast enquanto lê esta resenha.

Abaixo, estão algumas observações que pude fazer durante a leitura:

  • É como assistir à uma série, com direito a cliffhangers, passagens de tempo e flashbacks muito interessantes. Por esse motivo eu fiquei animado com a compra dos direitos, afinal, se eles adaptarem vai ser uma série muito legal. As cenas (principalmente as de violência) são muito bem descritas.
  • Leitura rápida. E viciante.
  • Entretenimento com E maiúsculo. (E é importante que vocês saibam que eu não perco tempo lendo livros chatos. Ponto.)
  • Personagens complexos. Os três protagonistas (David, William e Artur) tem profundidade, inseguranças, forças e particularidades interessantes.
  • Inúmeras passagens boas. Meu livro tá cheio de post-its.
  • Mais que um livro policial. Os dilemas morais que o livro propoem te deixarão pensativo o tempo todo. O William é o personagem que mais lida com esses dilemas. No capítulo 12 ele faz uma coisa que, juro, eu não esperava.
  • Loucura. Depois de começar este livro, você corre o sério risco de se transformar no meme da Nazaré confusa porque não dá pra confiar em nada nem ninguém.
  • Provável continuação. O Gustavo diz no podcast que linkei acima que vai ter uma sequência e apesar da minha clara preferência por histórias fechadas, eu preciso de uma sequência para essa história. E a razão disso é…
  • … O FINAL. E que final, p* que pariu. Trezentos plot twists em menos de vinte páginas.

Vale a pena comprar? Só digo uma coisa: sim, vale. Aqui está o link para adquirir por um preço realmente justo na Amazon. E não esqueça de divulgar para os seus amigos e divulgar a literatura nacional. Conta pra gente o que achou, tá?

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NOVA PARCERIA: Po[ética]

Banner BlogConheçam o blog Po[ética]: um grupo literário que busca promover a literatura nacional. A equipe é composta pelos autores e poetas Davi Santana, Cláudia Nascimento, Luana Oliveira, Mariluce Calixto, Júnior Liberato e Wellison Ferreira.

Na aba “Quem Somos”, uma frase chama atenção:

“A Poética que já teve várias definições, hoje encontrou sua característica principal: levar inspiração para todos.”

Vale a pena dar uma olhada nos posts, tem muita coisa boa por lá 🙂

Até mais!