Resenha: “Querida Mari” de Maud Epascolato

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Título: Querida Mari
Autor: Maud Epascolato
Editora: INDIE 6
Ano: 2013

Geralmente tento não colocar resenhas de contos aqui no blog e sim no Instagram. Dessa vez, porém, eu acabei descobrindo dois contos de Maud Epascolato no meu Kindle e resolvi lê-los de uma vez. Nessa semana e em outras no próximo mês, teremos resenhas de contos tanto dela quanto de outro autor.

Meus destaques:

  • Final aberto a interpretações. Essa é uma das características que me fazem adorar contos. A possibilidade de deixar um final em aberto na maioria dos casos. Esse não escapa dessa tendência.
  • Boa escrita, não é cansativo. O estilo de Maud é bastante marcante. É simples de ler e te dá vontade de continuar lendo, independente da história.
  • História um pouco previsível. Bem previsível. Talvez seja essa a maior falha.
  • Uma boa “leitura de meio” para ler entre livros. Já falei sobre isso aqui no blog e já citei diversos contos que preenche esse requisito.
  • O personagem Edgar é de longe o mais interessante. Queria ler mais sobre ele.
  • O conto, além de ser curto, é dividido em pequenos capítulos, o que é particularmente positivo.

Vale a pena comprar? Talvez. É uma “leitura de meio” melhor do que a média, apesar de ser previsível.


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Resenha: “O Culto” de D. A. Potens

 

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Título: O Culto
Autor: D. A. Potens
Editora: publicação independente
Ano: 2017

Gosto de ler obras de autores independentes. Gosto de poder falar sobre o que autores (geralmente desconhecidos) como eu tem para mostrar. Há muita coisa acontecendo fora da bolha das grandes editoras e acho que isso merece ser divulgado.

Recentemente, tuitei o seguinte:

 

Já temos alguns livros independentes na fila de resenhas. Agora é só esperar.

Sobre D. A. Potens: ele é um autor muito presente nas redes sociais e já tem diversos materiais auto-publicados. A divulgação que ele está fazendo pra obra dele é algo que eu jamais pensaria em desenvolver pras minhas Historinhas.

Recebi a obra antes do lançamento, portanto, essa resenha é em primeiríssima mão.

Se você ainda não o conhece, agora é a hora. Conheça “O Culto”.

Meus destaques:

  • Descrição explícita de violência. É um slasher movie só que em formato de livro. Inclusive essa é uma referência citada no prefácio. Me identifiquei particularmente com esse tópico pois meu estilo de escrita é bastante parecido.
  • A trama consiste em uma série de sonhos do narrador. Isso permite que a história siga uma cronologia diferente.
  • É um livro de horror. Não comece a ler se você não gosta deste gênero. O medo e a brutalidade vão te perseguir da primeira página até a última.
  • É um daqueles livros que você acaba o capítulo e começa a ler o outro imediatamente. Sem sequer perceber. E isso é muito bom.
  • Li o livro em poucas horas, isso demonstra que a escrita flui.
  • É um livro doido. Sério. Fora da casinha.
  • A ambientação é um dos grandes destaques da obra. Potens consegue te fazer viajar sem sair do lugar.
  • Algo que me incomodou é que nenhum dos personagens me causou simpatia. É fácil detestar todos. Tudo bem eles serem personagens odiosos, mas é possível fazer gostar de personagens odiosos.
  • Aparentemente o livro terá uma continuação. Se você gosta de acompanhar séries: vai fundo.

Você pode ler o primeiro capítulo NESTE LINK e fazer a compra do livro na pré-venda NESTE LINK (o autor promete uma edição autografada por ele e pela cabra, com frete incluso e marca-páginas).

No dia 01/11 o e-book estará disponível para venda na Amazon.

Resenha: “Histórias Extraordinárias” de Edgar Allan Poe

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Título: Histórias Extraordinárias
Autor: Edgar Allan Poe
Editora: Nova Fronteira (Saraiva de Bolso)
Ano: 2016

“Histórias Extraordinárias” foi mais um exemplo de livros que me pegaram de surpresa. Claro que eu já conhecia o Edgar Allan Poe pois eu costumava ler alguns de seus contos na internet (como “O Gato Preto” e “O Crime da Rua Morgue”) ainda na adolescência. Entretanto, por algum motivo que desconheço, apenas recentemente comprei esse livro (achei o preço razoável e vocês devem saber que eu gosto das edições de bolso da Saraiva).

Tenho também no meu Kindle uma compilação da obra completa do Poe em inglês. Não sei quando lerei, mas será em breve.

Meus destaques:

  • Quebra de quarta parede: a primeira coisa que percebi, sem dúvidas alguma, foi essa interação do autor com o leitor. Para entender ainda melhor: é como se fosse um amigo problemático escrevendo uma carta e te contando histórias.
  • Tradutora exemplar: uma das coisas que me convenceu a comprar essa edição foi a tradução de Clarice Lispector. É possível enxergar o estilo dela nos textos. Tornou a experiência ainda melhor e mais sombria.
  • Boa seleção: o livro tem 18 contos e menos de 140 páginas. A qualidade das histórias juntamente com a rapidez da leitura tornam esse livro muito bom.
  • Meus favoritos: “O gato preto”, “A máscara da morte rubra”, “O caso do Valdemar”, “Enterro prematuro”, “Os crimes da rua Morgue”, “A queda da Casa de Usher”, “Os dentes de Berenice”, “William Wilson”, “O coração denunciador”, “O Diabo no campanário”, “O barril de Amontillado” e “Metzengerstein”. Ou seja, poucos ficaram de fora.

Vale a pena comprar? Vale! Se você tem vontade de começar ler Edgar Allan Poe, apenas comece. A leitura é simples e aterrorizante. A edição da Saraiva também é muito boa.

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Resenha:”O Vilarejo” de Raphael Montes

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Título: O Vilarejo
Autor: Raphael Montes
Editora: Suma de Letras
Ano: 2015

Meu único conhecimento sobre o autor era de uma chamada de lançamento do livro “Jantar Secreto” (que comprarei em breve, sem dúvidas). Quando comecei a ler O Vilarejo, percebi que não era um livro comum. Tinha algo de especial bem ali na minha frente. Isso mudou o jeito que eu li (devorei?) esse livro. Dei até coraçãozinho no Skoob, pra você ter uma ideia.

Formato do livro: Ao criar uma antologia sobre um lugar, o tal vilarejo, Raphael Montes foi inteligente. Ele focou em pontos de vista diferentes, claro, mas também usou uma organização não-linear cronologicamente. Ou seja, as coisas não acontecem na ordem que de fato aconteceram.

No começo do livro, “o tradutor” avisa que não há problema em ler os contos em uma ordem aleatória. De fato isso é possível, mas a ordem em que os contos foram organizados parece perfeita. Acredito que a intenção do autor tenha sido exatamente provocar o leitor a montar a história por si só, como um quebra-cabeça.

É perfeitamente possível, ao fim do livro, montar uma ordem em que as historias poderiam ter acontecido. O fato do autor não ter feito esse trabalho pelo leitor demonstra que ele não subestima a nossa inteligência. Ponto pra ele.

Tamanho: essa foi uma das pouquíssimas vezes em que achei um livro curto demais. Só 96 páginas. Talvez eu tenha gostado tanto que esperei que ao invés de sete contos, houvesse uns dez no mínimo. Mas isso é a minha opinião como leitor apaixonado pela escrita do livro. Como resenhista, mais um ponto pro autor: ele soube exatamente o quanto e do que a história precisava. Perfeito conhecimento da própria obra.

Ritmo de leitura: Surpreendentemente leve. Sério. No começo, quando aqueles nomes estranhos começam a aparecer, meu primeiro pensamento foi o mesmo de A Desumanização: não vou conseguir ler rápido. Engano meu. Devorei tudo no mesmo dia.

Personagens: é importante lembrar que o personagem principal deste livro é o próprio vilarejo, como um todo. As falhas, as loucuras e as corrupções dos moradores são o motor para que tudo aconteça, o tempo todo. Me lembrou em parte os moradores da vila em que A Desumanização é retratada.

Isso é um ponto forte.

Melhores partes: Pensei em destacar e comentar cada um dos sete contos, mas isso ia deixar essa resenha cansativa. E havia o óbvio perigo de dar spoilers da história. Achei melhor perguntar: quais os seus favoritos? Pode comentar aqui nesse post.

Vale a pena comprar? Acho que se eu pudesse pegar o seu cartão de crédito e fazer o pedido, faria agora mesmo. Se você gosta de literatura de adulto, sem bullshit, com objetividade e uma história excelente: compre este livro. Raphael Montes fez a sábia escolha de não subestimar a inteligência do leitor.

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Resenha: “Uma Segunda Opinião” de Fernando Santos Oliveira

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Título: Uma Segunda Opinião
Autor: Fernando Santos Oliveira
Editora: Draco (conheça mais sobre a editora)
Ano: 2013

Essa é apenas a primeira de uma série de resenhas que farei sobre contos e outros materiais curtos que adquiri para o meu Kindle. Esse, curiosamente, foi o que baixei por último, mas decidi colocá-lo na frente da fila (sabe-se lá por que… coisa de leitor).

Formato do conto: A história é sobre uma menina que sente desejo de vingança por colegas de escola. Ponto. Essa afirmativa básica foi uma das coisas que mais me deixou interessado nesse conto. Ele diz a que veio e permanece até o fim com esse mesmo conceito. Textos que mudam o tom para criar subtramas geralmente me deixam desconfortável. Acredito que essa é uma das principais qualidades de contos em geral (e o que me faz preferir esse formato ao romance tradicional).

Tamanho: Apenas 21 páginas.

Ritmo de leitura: “Uma Segunda Opinião” é um conto interessante. Ele se poupa de detalhes inúteis, é direto e tem um formato muito simples. Algumas partes podem ser destacadas, como as descrições de lugares e situações. O único problema é que os diálogos são… pouco-realistas. Tudo parece meio plástico demais.

Talvez não seja precipitado afirmar que suas falhas (não-verossimilhança) vêm diretamente de suas qualidades (simplicidade de texto e objetividade). Não vou me prolongar nesse aspecto.

Sobre o final: interessante. Confesso que estava aguardando algo muito mais espalhafatoso (demônios, espíritos etc). Gostei bastante de como o autor resolveu a história.

Personagens: Como eu disse acima, os diálogos são pouco interessantes. Isso fez com que eu não conseguisse sentir simpatia pelos personagens. Minha opinião sobre as ações dos personagens, entretanto, é muito positiva.

Vale a pena comprar? Sim! O conto está disponível por um preço muito baixo, praticamente simbólico (na data em que estou postando essa resenha, custa apenas R$ 0,99), na Amazon. É uma leitura rápida, perfeita para ler entre o final de um livro e o começo de outro, para dar aquela espairecida.

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Resenha: “Scare Me To Sleep” de vários autores

Nas próximas semanas postarei as resenhas que foram feitas no meu antigo blog. Essa, entretanto, é a primeira resenha inédita do GATILHO.

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Título: Scare Me to Sleep: Anthology of Horror Short Stories
Autores: Dorothy Dreyer, Danielle Lanzarotta, Devyn Dawson, Michelle Muto, Shebat Legion, Charlotte Bennardo, Tressa Messenger, Josh Walters, Susan Burdorf, Nicole Zoltack e Teresa Hardister.
Editora: Reach Out and Read
Ano: 2016

Assim que comprei meu Kindle, baixei dois livros gratuitamente na loja da Amazon: este (que não tem versão traduzida para o português e sequer estava disponível no Skoob) e uma biografia da Clarice Lispector (que espero ler e consequentemente resenhar nos próximos meses).

Scare Me To Sleep é, supostamente, um livro de antologia com contos de terror e suspense. Supostamente. Dos seus 11 contos, gostei de 6, o que não é necessariamente algo bom. Eis um breve comentário sobre cada um dos segmentos e no fim um apanhado geral:

“The First Mourning” de Dorothy Dreyer: Por ser o primeiro conto, que geralmente é algo forte e marcante, achei simples demais. Até um pouco clichê, devo dizer. Trata de inveja e vingança e me fez querer saber mais sobre os “furos” da história: Pent é pai de Cain? Porquê o pai desgosta tanto de Cain? A mãe tem mesmo um segredo? Perguntas demais, respostas de menos.

“It Follows” de Danielle Lanzarotta: Esse conto tem uma vibe meio amadora, mas prefiro acreditar que tenha sido propositalmente criado para parecer uma creepypasta. Não sei se isso é positivo ou negativo, então cito as sábias palavras de Glória Pires: não consigo opinar.

“Level Ten” de Devyn Dawson: Quando você começa e já vê que vamos tratar de Pokémon Go, é inevitável pensar um desanimado “lá vamos nós”. Consigo resumir esse texto em duas características: forçado e mal contado. Parece mais uma creepypasta ruim do que qualquer outra coisa.

“The Goblin” de Michelle Muto: Um dos melhores. Bem escrito, equilibrado, coerente. É exatamente o estilo de história que eu esperava encontrar nesse livro. Infelizmente foi uma exceção à regra.

“The Ballad of Maria Sanchez” de Shebat Legion: Esse foi tão chato que não consegui passar das primeiras páginas. Já fiz logo aquele bom e velho scanning e passei pro próximo.

“Faces in the Wood” de Charlotte Bennardo: O segundo melhor conto do livro, bem superior a todos até esse ponto. Apesar do final mais ou menos apressado, a intenção de explorar a dendrofobia (medo de árvores) foi ótima. Gostaria de ter tido essa ideia antes.

“104 China Grove” de Tressa Messenger: A primeira parte do conto é realmente muito boa, parece até algo que estaria em um episódio de American Horror Story. Já a segunda parte é completamente dispensável.

“THE CHAIR” de Josh Walters: Esse foi o melhor conto. Muito viciante e trama angustiante. Daria um bom filme de suspense, com toda certeza. O final é bem satisfatório. Gostaria de ter criado e desenvolvido isso.

“Missing and Presumed Lost” de Susan Burdorf: Desnecessariamente longo, poderia muito bem ser cortado pela metade. Nenhum dos personagens tem carisma e me fizeram não apenas torcer pelo monstro, mas também que eu esperasse ansiosamente que ele matasse todo mundo e vivesse feliz com seus filhotinhos. Por pouco não me fez abandonar o livro.

“The Maze of the Mind” de Nicole Zoltack: Conto muito bem escrito. Apesar de um pouco previsível (eu já sabia o desfecho quando ainda estava na metade), tem excelentes descrições tanto de cenários quanto das “loucuras”. Gostei bastante, sem dúvida é um dos melhores do livro.

“Sweet Child of Mine” de Teresa Hardister: Adoro contos em que músicas são utilizadas para movimentar a trama. Deixa tudo tão interessante. Para mim o destaque foi a seguinte citação, que fez valer o conto todo: “This is what you were feeding me? Those ashes? That is what was on my food all this time? What kind of sick f…”.

CONCLUSÃO: Confesso que até começar a escrever a resenha, estava achando o livro no mínimo bom; até que prestei atenção individualmente e percebi que não é tão bom assim. É um excelente exemplo de que o “cheerleader effect” não funciona apenas com pessoas. Claro que, como destaquei acima, existem ótimos contos e você irá gostar deles. Para quem está aprendendo a ler em inglês, é um bom livro pois a leitura é fácil, diverte e aumenta o seu vocabulário.

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Artista norueguês cria ilustrações sombrias e macabras, veja

Anders Rokkum é um tatuador e ilustrador norueguês que criou essas sombrias ilustrações de figuras humanóides que parecem saídas diretamente de um pesadelo. Através de incríveis detalhamentos, as obras em preto e branco nos imerge em um universo macabro e angustiante.

Veja:

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

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Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

Imagem/Reprodução: Anders Rokkum

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Conheça mais do trabalho do artista no seu Tumblr.

Fonte: Fubiz